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Google entra em projeto bilionário de energia

OESP, Negócios, p. B14
13 de Out de 2010

Google entra em projeto bilionário de energia
Empresa de tecnologia será uma das sócias em investimento de geração e transmissão de energia eólica nos EUA avaliado em US$ 5 bilhões

The New York Times / Washington

O Google e uma empresa financeira de Nova York concordaram em fazer investimentos pesados num projeto de infraestrutura de transmissão de energia nos Estados Unidos de custo estimado em US$ 5 bilhões para a construção futura de "fazendas eólicas". Essas unidades serão instaladas ao longo da costa do Atlântico e podem transformar o mapa elétrico da região.
A espinha dorsal submarina de 560 quilômetros de comprimento, que pode remover alguns dos principais obstáculos para o desenvolvimento da energia eólica (que usa o vento como combustível), animou os investidores, representantes do governo e ambientalistas que foram informados a seu respeito.
O Google e a Good Energies, firma de investimento especializada em energia renovável, concordaram cada qual em assumir 37,5% de participação no projeto. Isto deve atrair outros investidores, o que reduziria a fatia de cada empresa.
Caso a participação seja mantida, isto corresponderia a um investimento inicial de US$ 200 milhões por parte de cada uma das duas empresas somente na primeira fase de construção, disse Robert L. Mitchell, diretor executivo da Trans-Elect, empresa de Maryland especializada no ramo das linhas de transmissão elétrica que propôs o empreendimento. A Marubeni, empresa comerciante japonesa, assumiu uma participação de 10%.
Vários funcionários e representantes do governo elogiaram a ideia por trás do projeto, chamando-a de genial, ao mesmo tempo alertando para possíveis prejulgamentos de suas especificações técnicas. "Do ponto de vista conceitual, este me parece ser um dos projetos de transmissão mais interessantes que já vi serem propostos", disse Jon Wellinghoff, presidente da Comissão Federal de Regulação Energética, que supervisiona a transmissão elétrica interestadual. "Ele proporciona um ponto de referência para a exploração do potencial energético do vento por meio de múltiplos projetos ao longo da costa."

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101013/not_imp623979,0.php

Plano esconde riscos, dizem especialistas

Os planos do Google e da Good Energies de construir "fazendas eólicas" são promissores, na análise de especialistas da indústria. Mas, sendo este um projeto pioneiro e o único de seu tipo, eles também alertam para a grande probabilidade de atrasos decorrentes de entraves burocráticos, bem como para o surgimento de problemas tecnológicos e o esgotamento dos recursos previstos no orçamento.
Apesar de já existir um grande número de cabos elétricos submarinos perto da costa do Atlântico, nenhum deles já desempenhou a função de captar a energia fornecida por geradores ao longo do trajeto.
O cabo principal do sistema, com capacidade para 6 mil megawatts - o equivalente à energia gerada por cinco reatores nucleares de grandes proporções -, correria ao longo de trincheiras rasas no leito oceânico dentro das águas territoriais dos Estados Unidos, do norte de Nova Jersey até Norfolk, Virgínia. A ideia é coletar energia a partir de turbinas instaladas numa área onde o vento é forte, mas as imensas torres seriam quase invisíveis.
Longo prazo. A Trans-Elect estimou o custo da construção em US$ 5 bilhões. A primeira fase, um trecho de 240 quilômetros que vai de Nova Jersey a Delaware, cuja construção deve custar US$ 1,8 bilhão, pode entrar em funcionamento em 2016, disse a empresa. O restante só seria concluído a partir de 2021.
Richard L. Needham, diretor do grupo de operações e empreendimentos sustentáveis do Google, chamou o plano de "inovador e audacioso". "Trata-se de uma oportunidade para estimular o início desta indústria", afirmou o executivo. / Tradução de Augusto Calil

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101013/not_imp623980,0.php

Google desenvolve índice próprio para medir a inflação

EFE -

A direção do Google anunciou ter desenvolvido seu próprio sistema estatístico para medir a inflação a partir da variação dos preços no comércio eletrônico. A informação foi divulgada ontem na imprensa americana.
O "Índice de Preços Google" (IPG) ainda está em fase experimental, e a companhia não decidiu se vai publicar seus resultados, segundo o economista-chefe da empresa, Hal Varian, em uma conferência em Denver, no Estado do Colorado.
O IPG poderá se transformar em uma alternativa aos índice de preços ao consumidor que mensalmente são feitos pelos governos mundiais para estabelecer a tendência dos preços em seus mercados. A versão do Google tem como vantagem o fato de seus dados serem recolhidos de forma muito mais rápida por meio da internet.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101013/not_imp623981,0.php

OESP, 13/10/2010, Negócios, p. B14

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