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Gomes quer descentralizar e renovar gestão da Funai

Estado de S. Paulo (São Paulo - SP)
15 de Set de 2003

Novo presidente pretende contratar e estimular formação de 'novos indigenistas'

O novo presidente da Fundação Nacional do Índio, o antropólogo Mércio Pereira Gomes, pretende reestruturar a administração do órgão, intensificando a descentralização de suas atribuições. A distância entre o centro das decisões, em Brasília, e a ponta do problema, o atendimento aos índios, é crítica recorrente sobre a atuação da Funai. A fundação tem hoje 49 administrações regionais, que Pereira Gomes pretende "consolidar". O antropólogo também promete abrir concursos para renovar os quadros da entidade, que não contrata desde 1987, e estimular a formação de novos indigenistas. "Não existe uma Funai alienada da realidade dos índios, como alguns críticos alegam, mas a descentralização administrativa é importante e vamos consolidar as administrações regionais", explica Gomes, citando a necessidade de repassar mais recursos e conferir maior autonomia às superintendências.

"A Funai sempre foi muito mal gerenciada", diz o senador Romero Jucá (PSDB-RR), que administrou a fundação por três anos. "Na minha gestão, criei 6 superintendências regionais, que operavam de fato os recursos. Mas a centralização foi retomada depois que saí." (M.C.)

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