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Gestor desmente boatos e lembra necessidade de redefinição de pólos base na região sul

Portal da Saúde - http://portal.saude.gov.br/
21 de Dez de 2011

Ao comentar sobre a contratação de farmácias para o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Litoral Sul, o Chefe do DSEI, Paulo dos Santos Camargo, lembrou também a necessidade de ser feita uma reorganização dos pólos base dos DSEIs Litoral Sul e Interior Sul, especialmente no estado do Paraná.

Paulo afirmou que não procedem as alegações que o DSEI estava sem medicamentos, esclarecendo boatos que circularam pelo estado do Paraná no mês de dezembro. "Como estamos perto do final do ano e não havia tempo suficiente fizemos uma dispensa de licitação e contratamos uma farmácia por pólo base no DSEI, portanto temos sim o fornecimento de medicamentos", argumenta o gestor.

O gestor salienta que o processo emergencial foi feito apenas para dezembro deste ano, e que em 2012 será necessário fazer novos procedimentos licitatórios, o que será um desafio, levando em conta as especificidades de distribuição da população indígena no sul do país.

"No pólo base de Londrina, por exemplo, a aldeia mais próxima está a 80 quilômetros de distância, e a mais distante a 250. No pólo de Guarapuava a situação é pior: as distâncias variam de 80 a mais de 400 quilômetros, como no caso de Guaíra. Um indígena de Guaíra não pode esperar um medicamento vir de Guarapuava até sua cidade, por isso precisamos de farmácias em todos estes municípios distantes", explicou Paulo Camargo.

Ele lembra que na época de criação do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), em 1999, algumas cidades foram escolhidas sedes de polo base apesar de não possuir população indígena em sua jurisdição, como o caso de Guarapuava e Londrina. Foram escolhidas por uma conveniência governamental, já que estes municípios contavam com escritórios da Fundação Nacional do Índio (Funai).

"Precisamos rever essa organização, buscar algo mais efetivo". O chefe do DSEI alega que uma reorganização poderia reduzir custos de deslocamento, entre outros benefícios. Para ele, esta discussão deve ser acompanhada de um debate amplo de redefinição das áreas de atuação dos DSEIs Litoral Sul e Interior Sul.

Credenciamento

No caso dos remédios, uma saída apontada é a possibilidade, via Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), de credenciamento de farmácias em todo o país, o que eliminaria a necessidade de fazer processos individuais em cada município.

Independentemente do caminho adotado, Paulo lembra que a questão dos medicamentos é fundamental para o distrito, por isso será tratada com prioridade pela administração.

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