Jornal do Commercio-Manaus-AM
Autor: Juçara Menezes
28 de Jul de 2005
Cinco por cento das áreas minerais do Estado do Amazonas têm conhecimento suficiente para iniciar sua pesquisa e, conseqüentemente, a devida exploração. É o que apontou o presidente da Aprogam - Associação dos Profissionais Geólogos do Amazonas, Marco Antonio Horbe, explicando que o conhecimento geológico na escala necessária é insuficiente no Estado. As jazidas minerais e os principais problemas com relação à sua extração, de acordo com ele, são motivos de preocupação para os profissionais que atuam em geologia.
Horbe justificou que uma das dificuldades enfrentadas está relacionada a demarcação das áreas indígenas, de conservação e preservação pela dificuldade de remanejamento dessas pessoas. "Diferente da agricultura, pelo fato de se poder plantar 'qualquer' coisa em 'qualquer' lugar", explicou o representante, ressaltando que o setor mineral tem alta rentabilidade e alta liquidez no mercado.
Em termos tecnológicos, Horbe disse já está consagrado e, por isso, é auto-sustentável, ou seja, não precisa de linhas de crédito. Por isso, é uma grande alternativa para 2023, quando o PIM - Pólo Industrial de Manaus poderá perder seus incentivos.
Ponto positivo para o extrativismo mineral, segundo o presidente da entidade, é ter um menor impacto ambiental com relação à agricultura, que está em torno de 50 vezes menos que o setor agropecuário. A capacidade de geração de emprego também é muito grande. Em termos comparativos, para cada um emprego criado na agricultura, oito postos de trabalho são gerados na mineração. O último relatório do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, aponta que as áreas onde há o setor mineral, como Presidente Figueiredo (Pitinga) e Coari (Urucu), foram os municípios que mais tiveram repasses de verbas das atividades minerais.
Apesar do gás natural, do caulim (branqueador de papel, serve também para cerâmica branca e materiais de acabamento), sais de potássio, entre outros, terem uma grande incidência no Estado, aproximadamente 95% da área do Amazonas está sem conhecimento geológico suficiente. Para melhorar esse dado, teria que haver um investimento do Ministério das Minas e Energia. "É necessário um mapeamento geológico básico. E isto é executado pela CPRM - Serviços Geológicos do Brasil (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais). Há a necessidade de recursos, para que avance a coleta dos dados e o seu devido conhecimento", disse. Horbe.
Novo momento - Estabelecer parcerias com o setor privado e o governo para o fortalecimento do setor mineral no Estado é o que se propõe fazer os integrantes da chapa Atuação, candidata para a presidência da Aprogam para o biênio 2005/2007. Encabeçada pelo geólogo Jorge Luis Garcez, a chapa se propõe também a lutar pelo reconhecimento do exercício da profissão de geólogo dentro do sistema da Confea/Crea - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, para que a profissão adquira maior credibilidade no mercado de trabalho.
De acordo com Garcez, a chapa irá comemorar o fortalecimento do curso de geologia, que no Amazonas só é ministrado pela Ufam - Universidade Federal do Amazonas. "Iremos elaborar um selo comemorativo, de homenagens a geólogos e um calendário de eventos para os 30 anos do curso, onde faremos parcerias para os eventos vindouros", mencionou.
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