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Geddel começa a peregrinação por Minas

CB, Brasil, p. 11
12 de Jun de 2007

Geddel começa a peregrinação por Minas

Patrícia Aranha
Do Estado de Minas

O governo federal vai fazer a transposição do Rio São Francisco, mesmo que haja oposição de governadores, dos movimentos sociais ou da Igreja Católica. Foi o que afirmou o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ontem em Belo Horizonte (PMDB), pouco antes de se reunir com o governador Aécio Neves (PSDB), que é contrário ao projeto. "Há decisão política do governo de fazer a obra", disse Geddel. E avisou: "Movimentos sociais, a Igreja, a sociedade civil têm legitimidade para contribuir, sugerir, agregar sugestões e críticas, mas não têm legitimidade para governar".

Logo depois do encontro, em entrevista conjunta com o ministro, Aécio manteve a sua posição contrária ao projeto e reivindicou a imediata alocação de recursos para a recuperação do rio em terras mineiras. Geddel iniciou em Minas sua visita às populações ribeirinhas do São Francisco. Ele irá percorrer o rio até a foz.

"Estarei sempre disposto ao diálogo, mas hoje a visão que os mineiros e o governador do estado têm é que os recursos para a revitalização do rio, em suas várias etapas, seja no tratamento de esgoto, seja na recuperação das matas ciliares, e em outros projetos, possam ocorrer o mais rapidamente possível", acrescentou.

Geddel garantiu que o governo está disposto a ampliar os recursos e alegou que não foi para Minas com a intenção de modificar a posição de Aécio. "Minha visita ao governador não tem ou teve a intenção de tentar demovê-lo de suas posições, nem convencê-lo das minhas", afirmou.

Em entrevista, antes do encontro, o ministro foi mais taxativo ao considerar a posição dos críticos ao projeto como de "ignorância" em relação ao que vai ser feito. "Queria entender: o Rio São Francisco nasce na Serra da Canastra, desce impávido colosso irrigando as terras de Minas em projetos como o Jequitaí, Jaíba e tantos outros, atravessa intocável Minas. Vai se fazer uma tomada d'água lá perto da foz, o que Minas perde?", questionou.

CB, 12/06/2007, Brasil, p. 11

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