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Garantida a recuperação da Belém/Brasília

O Liberal-Belém-PA
12 de Nov de 2003

O presidente da República em exercício, José Alencar, e o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, autorizaram as obras de recuperação, restauração e manutenção da rodovia Belém/Brasília nos Estados de Goiás, Tocantins e Pará.

O governo federal vai investir no total R$ 227,9 milhões na recuperação, conservação e manutenção de 2.061 quilômetros da rodovia. Serão recuperados 444,1 quilômetros em Goiás (BR-153), a um custo de R$ 63,7 milhões; 572,6 quilômetros no Pará (BR 010), valor de R$ 57,2 milhões); 251 quilômetros no Maranhão (BR 010, valor de R$ 27 milhões); e 793,6 quilômetros no Tocantins (BR 153 e BR 226, valor de R$ 79,8 milhões).

Os recursos são provenientes de financiamento do Banco Mundial, com contrapartida do governo brasileiro e fazem parte do programa Crema (Contrato de Restauração e Manutenção da Malha Rodoviária Federal).

Eixo - A Belém/Brasília começou a ser construída em 1960, no governo do presidente Juscelino Kubitschek e foi concluída em 1974. Ela integra a BR 153, que começa no Pará e termina no Rio Grande do Sul. Nos cerca de dois mil quilômetros em que a rodovia tem a designação "Belém/Brasília", ela atravessa os Estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Goiás, partindo de Belém.

A rodovia é o principal eixo de ligação rodoviária da região Norte com as demais regiões do Brasil. Em Goiás e parte do tocantins recebe a designação de BR 153; no Pará, de BR 010 e 316, e no Maranhão de BR 010. Ainda no Tocantins, ela também tem a designação de BR 226.

No Centro-Oeste, a Belém/Brasília começa em Anápolis, cidade de 300 mil habitantes, e passa por outras importantes cidades goianas, como Jaraguá, Ceres, Uruaçu e Porangatu. No Tocantins, a BR passa, entre outras cidades, por Araguaína, Colinas, Guaraí, Miranorte, Paraíso do Tocantins e Gurupi. Somente no Tocantins, a rodovia possui 43 pontes, inclusive a localizada sobre o rio Tocantins, na divisa com o Maranhão, com 513 metros de extensão.

Já no Maranhão, a Belém/Brasília passa por Estreito, na divisa com Tocantins, e segue para Porto Franco, Campestre do Maranhão, Ribamar Siqueira, Imperatriz (segunda maior cidade do estado, com mais de 300 mil habitantes), João Lisboa, Senador Lá Roque, São Francisco do Brejão, Açailândia e Itinga. No Pará, as principais cidades são Castanhal, Santa Maria, São Miguel do Guamá, Paragominas e Capanema. Mais de 1,5 milhão de pessoas vivem nas cidades e povoados próximos à rodovia. A viagem de ônibus entre Belém e Brasília dura em média 32 horas.

Crema - O Crema (Contrato de Restauração e Manutenção da Malha Rodoviária Federal) é um programa financiado pelo Banco Mundial que consiste na escolha, por meio de licitação, de uma empresa que ganha a administração da rodovia por um período de cinco anos. Na visão do governo federal, como a empresa que faz as obras fica responsável pela via por esse período, fica garantida a boa qualidade dos trabalhos.

Inicialmente, o resposável pelo trecho deve executar a recuperação emergencial da rodovia (tapa-buracos) de forma que até o final do sexto mês de contrato toda a pista esteja sem buracos, deformações, defeitos graves e com a sinalização horizontal recomposta. Após esta etapa inicial, é feita a restauração do segmento.

Ao término do terceiro ano, o contrato prevê que o pavimento esteja completamente restaurado e os serviços como drenagem de água da via e desobstrução de acostamentos, concluídos. Os dois anos seguintes são destinados à manutenção e a empresa deverá dar garantia por um período de três anos sobre os segmentos recuperados, após o término do contrato. Durante este tempo, o trecho não deverá apresentar necessidade de nova restauração.

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