Jornal O Rio Branco
27 de Dez de 2007
A coordenação regional da Fundação Nacional da Saúde - Funasa promove um fórum sobre Municipalização da Saúde Indígena. O evento ocorrido no dia de ontem, no auditório da Funasa, contou com a presença dos representantes da Secretaria Municipal de Saúde -Semsa. Na ocasião, os secretários tiveram a oportunidade de debaterem sobre a aplicabilidade dos recursos destinados à saúde básica nas comunidades que possuem aldeias indígenas. Afinal, o Ministério da Saúde - MS garantiu 16 milhões de reais, para serem investidos nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas -DSEIs (Alto Purus e Alto Juruá).
Agora os serviços de atendimento aos índios ficarão sob a responsabilidade, das prefeituras de Marechal Thaumaturgo, Porto Walter, Feijó, Jordão, Cruzeiro do Sul, Santa Rosa, Sena Madureira, Assis Brasil. Atualmente, a Funasa atende 101 aldeias com aproximadamente 7.344 pessoas, distribuídas em sete etnias. O coordenador do DSEIs do Alto Purus, Joelcimar Mota da Cruz, explicou sobre a Portaria no 2656/07 (MS), que estabelece as regras para a celebração de convênios com as prefeituras. A medida, segundo ele, é garantir o atendimento básico aos povos indígenas, que buscarem atendimento na rede municipal de saúde.
Reclamação - Para o movimento indígena, a municipalização condenará as comunidades indígenas a viverem perambulando pelos corredores das Unidades de Saúde em busca de atendimento. Por isso, que continuam defendendo o trabalho das Organizações Não Governamentais - ONGs, que sempre leva em conta o atendimento de saúde diferenciado aos índios, por conta da diversidade sócio-cultural.
As secretarias municipais não têm infra-estrutura para atender a população branca, que na maioria das vezes, busca socorro na rede estadual ou federal, imagine com nova demanda dos povos indígenas. As lideranças que participaram da conferência que discutiu o assunto, são completamente contrários a esta proposta da saúde básica. Elas apontaram os seguintes problemas: risco dos projetos serem parados com a mudança de governo municipal; a municipalização contribuirá ainda, mais para enfraquecer a participação dos DSEIs (distritos sanitários especiais indígenas); e que DSEIs perderão a sua autonomia gerencial.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.