Midianews-Cuiabá-MT e Folha do Estado-Cuiabá-MT
05 de Mar de 2005
A morte de seis crianças indígenas em aldeias xavantes, em Mato Grosso, levou a coordenação da Funasa a agir junto ao governo do Estado para tentar responder às cobranças, que no momento vêm da Câmara Federal. Sete deputados virão ao Estado verificar o problema.
Além disso, o Ministério Público Federal cobra investigação sobre as mortes ocorridas na aldeia Sangradouro, na região do Araguaia, e Campinápolis, na região nordeste do Estado. Ontem a Funasa informou que existem cinco crianças internadas por desnutrição em Nova Xavantina e uma em Cuiabá.
Entre as medidas da Funasa estão a contratação de médicos e enfermeiros para integrar as equipes de saúde nas aldeias e a convocação de profissionais de saúde do órgão cedidos a municípios. A coordenação regional informou que na sexta-feira foi reforçado o estoque de medicamentos para atender as equipes que atuam na aldeia xavante em Sangradouro.
SES e Pastoral
Na quinta-feira o coordenador da Funasa, Jossy Soares, se reuniu com o secretário de Saúde Marcos Machado para discutir a ampliação de ações em prol dos indígenas. Foi acertada uma cooperação técnica para ações conjuntas entre as instituições como forma de otimizar tempo e recursos.
O secretário Marcos Machado destacou que a competência para as ações de saúde indígena é constitucional, compete à União através da Funasa a gestão das ações. Ele frisou que qualquer ação neste sentido sem anuência ou pactuação com a Funasa é ingerência ou violação de competência.
Para Soares, a Funasa e a secretaria de Saúde fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e a parceria seria efetivada nesse sentido. "Entendemos que se o assunto é saúde, o canal correto de comunicação com o Estado é a Secretaria Estadual de Saúde", disse.
A coordenadora da Pastoral da Criança em Terras Indígenas, irmã Ada Gambarotto, se reuniu com Soares para discutir a implantação do programa de combate à desnutrição nas aldeias xavantes. A religiosa destacou o trabalho da Pastoral entre os umutinas, que zerou a mortalidade infantil nos últimos cinco anos. Ada Gambarotto disse que não vê com bons olhos a distribuição de cestas básicas aos xavantes.
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