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18 de Out de 2004
Médicos e profissionais de saúde que atuam na atenção à saúde indígena contam agora com mais um importante instrumento para auxiliar no seu trabalho. Trata-se do Manual de Atenção à Saúde da Criança Indígena Brasileira, desenvolvido por meio de parceria entre a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Lançada durante o III Fórum do Conselho Acadêmico da SBP, que aconteceu no início deste mês em Cuiabá, a publicação segundo explica o presidente da Funasa, Valdi Camarcio Bezerra, vai oferecer subsídios para a organização do atendimento diferenciado à criança indígena aos médicos e equipes que atuam nos postos de saúde das aldeias e nos pólos-base. O manual vem reforçar as ações da Funasa na busca da redução dos índices de mortalidade infantil e na qualificação do atendimento às crianças indígenas.
A publicação foi elaborada pela Sociedade Brasileira de Pediatria a partir dos Fóruns sobre Saúde da Criança Indígena promovidos desde 2000 pela entidade. Amplamente discutida com as organizações governamentais e não-governamentais e a comunidade indígena, ela traz um levantamento epidemiológico das doenças que acometem as várias etnias nos diversos Estados em que se encontram e as melhores formas de evitá-las e tratá-las.
Em cinco capítulos, além de expor os sintomas e tratamentos das doenças da infância como desidratação, tosse, diarréia, infecções respiratórias, o manual ensina o caminho para tornar o contato entre as etnias menos traumático para o paciente indígena e mais compreensível para as equipes médicas. A publicação explica, em linguagem simples, como determinados povos indígenas, entre eles os Baniwa, do Estado do Amazonas, entendem o processo saúde/doença, a relação entre o universo religioso e as possíveis causas das doenças.
A medicina tradicional, os sistemas de curas utilizados pelas populações indígenas e o papel desempenhado pela criança nas aldeias também são abordados no manual. No item Humanização no Atendimento da Criança Indígena, há recomendações para que o médico e o agente indígena de saúde procurem aprender algumas palavras da língua da etnia que atendem. Mostra ainda a necessidade de o profissional de saúde criar um vínculo não verbal com o paciente e seus responsáveis, a fim de operacionalizar seu atendimento.
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