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Funasa elabora software para mapear aldeias

Brasil Econômico - http://www.brasileconomico.com.br/
Autor: Natália Flach
16 de Fev de 2011

Fazer o mapeamento das 46 aldeias existentes no Paraná se tornou muito mais fácil com a ajuda da tecnologia.

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) desenvolveu um software, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, que armazena em um banco de dados informações das populações indígenas, como o número de moradores por residência, hábitos alimentares e de higiene.

O programa, que foi batizado de Geosi, também mapeia, pelo sistema de posicionamento global (GPS), as condições de saneamento básico e da rede elétrica dos arredores das aldeias. Por causa dessa característica, o sistema acaba ajudando os funcionários da

Funasa a detectarem as áreas que precisam de investimento. "A troca do poço artesiano, na aldeia Rio da Areia, é um exemplo disso", conta Ivan Petry, topógrafo e desenvolvedor de software da Funasa.

Outro benefício do sistema é que ele consegue mapear a evolução de doenças. "Em casos de surtos, temos em mãos uma ferramenta que nos dará pistas do que pode ter causado as epidemias. Com isso, as nossas chances de ter sucesso com a intervenção aumentam", afirma Petry.

Georeferenciamento

Depois do Geosi, a Funasa está desenvolvendo outro software. O CadGoogle possibilitará cadastrar as redes elétrica, de esgoto, água e gás no Google Earth. Assim, caso um município precise fazer obras de saneamento, saberá exatamente a extensão, o diâmetro e a profundidade de onde estão os canos e conexões. "As chances de erros vão diminuir drasticamente, porque o Google Earth é muito preciso", diz o topógrafo.

Petry conta que foram dois anos de desenvolvimento e que, no momento, a Funasa está fazendo os últimos ajustes no programa antes do lançamento, que deve ocorrer em maio.

O teste foi feito em um bairro de Curitiba (PR), acrescenta. "Para fazer o mapeamento de uma rede de uma cidade de 30 mil habitantes são necessários, pelo menos, três dias", revela. "Mas as vantagens são imensas."

A ideia é que a Funasa venda a licença do programa para municípios e órgãos públicos interessados. "Não podemos fazer isso para empresas privadas", diz. "Mas já recebemos intenções de compra de diversos órgãos", afirma, sem citar os nomes.

Segundo ele, as cidades ficarão encarregadas de fazer o cadastramento no sistema, e o dinheiro investido na compra do software será usado pela Funasa para o desenvolvimento de melhorias no próprio CadGoogle.

O topógrafo diz que o investimento da Funasa no desenvolvimento dos dois programas foi feito principalmente na contratação de funcionários. "Compramos computadores mais modernos também, mas os maiores gastos foram com pessoal", afirma Petry.

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