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Funasa e UNI negociam e índios terminam protesto

A Tribuna-Rio Branco-AC
Autor: Josafá Batista
17 de Set de 2003

Acampados nos arredores da prefeitura de Mâncio Lima desde a tarde de segunda-feira, os indígenas que horas antes ocuparam o prédio por mais de cinco horas receberam ontem a visita do coordenador estadual da Funasa, Eduardo Farias, e do presidente da UNI, Francisco Preto. Eles mediaram uma solução para o conflito. No final da tarde, os 40 representantes das tribos Kaxinawa, Nawa e Poyanawa retiraram-se do local.

A negociação foi intensa, incluindo até um cruzamento de dados para descobrir o motivo do atraso de quatro meses nos repasses de um convênio firmado entre a Funasa, a prefeitura e a ONG União das Nações Indígenas (UNI). O dinheiro, destinado para ações de saúde preventiva nas aldeias das três etnias, acabou desaparecendo no meio do caminho. A Funasa, em conseqüência, suspendeu os repasses.

"Descobrimos que era a prefeitura que estava retendo o dinheiro, não a UNI. Os recursos dos quatro meses foram liberados, mas não chegaram a cair nas contas da entidade. Na reunião que tivemos, o prefeito Luís Helosmamm concordou em fazer o depósito e se comprometeu a não mais atrasá-los", explicou Eduardo Farias, revelando o verdadeiro "pai da criança".

Ainda segundo a Funasa, a verba retida pela prefeitura corresponde a quase 30% do montante total do convênio. Os outros 70% foram retidos em Brasília (DF), devido a atrasos nas prestações de conta. "Essa parte do convênio deve cair na conta da UNI até este fim de semana", disse Farias.

O depósito correspondente à verba supostamente retida pela prefeitura foi marcado para acontecer hoje. Todos os atrasados devem ser quitados. Pelo menos doze funcionários, entre enfermeiros, técnicos, agentes de saúde e auxiliares, serão beneficiados.

Números

R$ 111 mil é a verba retida em Mâncio Lima
R$ 700 mil é o valor travado em Brasília

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