Funasa
17 de Jan de 2008
Funasa e Funai debatem ações para melhorar qualidade de vida dos indígenas
Debater ações conjuntas que beneficiem a qualidade de vida da população indígena do País, em especial de comunidades localizadas em regiões de difícil acesso, como o Vale do Javari, no Amazonas, afligidas por doenças como hepatite e malária. Este foi o principal tema da reunião realizada esta semana, dia 15, na presidência da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), em Brasília, entre o presidente interino do órgão, Josenir Nascimento; o diretor do Departamento de Saúde Indígena (Desai) da autarquia, Wanderley Guenka; e o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira.
Os dirigentes da Funasa e da Funai discutiram a possibilidade de implementação de um serviço de saúde pública mais eficiente, uma melhora nos serviços de saúde mais especializados e um cuidado especial no trato com populações indígenas mais primitivas, ou mesmo aquelas que ainda não tiveram contato algum com a comunidade não-indígena.
Também foram discutidas possíveis soluções para o transporte aéreo nas áreas indígenas, uma vez que o eventual uso das pistas de pouso por narcotraficantes, devido à falta de fiscalização, pode gerar problemas a algumas regiões mais inóspitas. "Teremos uma reunião com o Ministério da Casa Civil amanhã (sexta-feira), para solucionar essa dificuldade" informou Josenir Nascimento. Além disso, propostas para aumentar o controle de quem chega e sai
dessas pistas estão sendo igualmente analisadas.
A Funasa e a Funai também estudam a possibilidade de apresentar um novo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), específico para a população indígena, no seminário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que acontecerá nos dias 3, 4 e 5 de março. O objetivo da sugestão é a validação das informações relativas aos índios e
uniformização dos dados demográficos e de saúde da população indígena.
Antes do término do encontro, os dirigentes aproveitaram para apresentar sugestões para a Casa de Saúde do Índio (Casai), em Brasília, que poderá mudar de endereço. A Casai seria transferida para o Setor de Indústria e Abastecimento (SAI). A atual sede seria transformada em um centro de treinamento para os servidores que atuam nos órgãos que trabalham junto aos povos indígenas.
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