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Funasa do Maranhão pagou R$4,5 milhões à cooperativa de táxi

Agência JB
26 de Mar de 2007

MARANHÃO - A Funasa do Maranhão pagou R$ 4,5 milhões em 2006 à uma cooperativa de táxis de São Luís para transportar índios que fazem tratamento médico fora das aldeias e as equipes de saúde indígena. O valor gasto foi maior do que o orçamento total da Funasa em 12 Estados, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com a Funasa, o pagamento é feito por quilômetro rodado, com base em guias preenchidas pelos motoristas dos 36 carros alugados, sob fiscalização de um servidor do órgão.

"O dinheiro da Funasa está indo pelo ralo com o aluguel dos carros, enquanto não acontecem ações de saúde dentro das aldeias", declarou Marinete Guajajara, líder indígena que representa sete aldeias em Amarante.

O guajajara Uirauchene Alves Soares, que representa 34 aldeias e cerca de 2,4 mil índios do município de Arame, questiona a política de saúde da Funasa. "Em vez de construir postos de saúde nas aldeias gasta com transporte para poder desviar recursos", diz.

O suposto desvio de recursos foi relatado no início de março em um termo de declaração à Procuradoria Geral da República, em Brasília. O procurador federal Luiz Carlos Oliveira Jr., responsável pela questão indígena no Estado, diz que o uso dos táxis não é fiscalizado pela Funasa, mas que o uso dos carros começou a ser diminuído.

Os gastos do órgão foram maiores que o orçamento total - e não só para transportes - da Funasa em 12 Estados, entre eles São Paulo (R$ 3,83 milhões), Rio Grande do Sul (R$ 3,99 milhões) e Paraná (R$ 3,01 milhões). O orçamento total no Maranhão - onde vivem 28 mil índios -é de R$ 11,68 milhões.

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