Dourados Agora
05 de Mar de 2008
Os Pólos-Bases da Funasa em Mato Grosso do Sul, já começaram a receber os materiais para higiene bucal, que serão distribuídos para os indígenas de todo o estado. Amambaí, Caarapó e Aquidauana já retiraram os produtos e ontem, no período da tarde, um caminhão será utilizado para levar os materiais para os Pólos da região sul.
São 60 mil escovas de dentes, 51 mil cremes dentais e 60 mil protetores de cerdas (que ajudam a manter as cerdas alinhadas por mais tempo, proporcionando maior durabilidade da sua escova), seis mil fios dentais e 240 kits de cimento ionômero (para restauração dos dentes), utilizados pelos 30 dentistas que trabalham nas Equipes Multidisciplinares de Saúde dos 13 Pólos-Bases e 2 Sub-Pólos de Mato Grosso do Sul, disponibilizados pelo Departamento de Saúde Indígena (Desai) da Funasa de Brasília
Segundo o coordenador regional da Funasa em MS, Flávio da Costa Britto Neto, "a cada três meses este material será repassado para os indígenas com supervisão dos dentistas, visando à substituição das escovas dentais em uso. Os profissionais recolhem o material e descartam de forma ecologicamente correta. Ao invés de jogar no lixo, as escovas e embalagens de creme dental são incinerados" destaca.
Além de realizar todos os procedimentos de saúde bucal, os dentistas fazem palestras sobre temas variados à população ajustando-se aos problemas e dificuldades de cada aldeia. Todo esse trabalho de prevenção, tratamento e conscientização realizados pela Coordenação Regional da Funasa, através do Distrito Sanitário Indígena (DSEI/MS) faz com que os índices da Organização Mundial de Saúde que preconizam a cárie sejam mínimos.
Segundo a dentista e coordenadora técnica do Programa de Saúde Bucal do DSEI/MS Luciene Alle Cardoso, o índice de prevalência de ataque da cárie em crianças até 12 anos em 2007 foi baixo. "O índice CPOD (cariados, perdidos e obturados) da Organização Mundial da Saúde, que traça o perfil de prevalência da cárie, registrou no ano passado nas aldeias de Mato Grosso do Sul 1.51. A meta da OMS preconiza 3 ou menos que 3 , portanto registramos menos da metade do que se considera tolerável", esclarece a dentista.
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