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Autor: Guilherme Neto
30 de Jun de 2005
A Fundação Nacional de Saúde (Funasa), dirigida em Rondônia pelo engenheiro Josafá Marreiros, é acusada por um grupo de consultores contratados para prestar serviço para o órgão pelo período de um ano, de dar calote e não pagar pelos serviços que recebeu. Segundo representantes de um grupo de cinco profissionais os pagamentos estão atrasados desde março, o primeiro mês do acerto.
No total foram lesados cinco profissionais que, seduzidos por uma proposta tentadora de trabalho com exclusividade para a Funasa, deixaram seus empregos e aceitaram a oferta do órgão federal, sendo: dois enfermeiros, dois odontólogos e um pedagogo. Eles foram convocados para a realização de um serviço de operacionalização de programas do Ministério da Saúde, voltados ao resgate da dignidade e da saúde indígena.
No contrato de prestação de serviço firmado, no dia 1o março, com profissionais, a Funasa se comprometia, segundo consta na documentação apresentada, de que faria o primeiro pagamento de forma adiantada para fazer face as despesas de descolamento às aldeias indígenas em Rondônia.
A surpresa dos cincoconsultores veio com a velocidade de uma flecha. A Funasa, contudo, não cumpriu com sua parte no acordo e deixou de fazer o primeiro pagamento dos profissionais e nem dos meses subseqüentes.
Surpresos com a falta de compromisso da Fundação Nacional de Saúde que os convenceu a deixar seus empregos com a promessa de um contrato de exclusividade e pagamento em dia, os profissionais começam a abandonar a Instituição. Os cinco trabalhadores agora procuram fazer com que o superintendente da Funasa em Rondônia, Josafá Marreiros, cumpra com a sua parte no acordo e efetue imediatamente os pagamentos conforme ficou pactuado em contarto.
Eles afirmam ainda que Josafá até agora não deu qualquer satisfação e que por isso decidiram suspender suas atividades até que a situação seja regularizada.
Em meio a toda essa confusão provocada pela Funasa em Rondônia estão as tribos situadas no Estado que agora ficam, mais uma vez, desamparada em suas necessidades. Com a palavra o Ministério Público Federal.
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