Brasil Norte-Boa Vista-RR
14 de Ago de 2003
A Casa que cuida da saúde indígena não corre mais risco de fechar
Ipojucan Carneiro, coordenador da Funasa: estamos remanejando as verbas
Com um orçamento de 2003 aquém do necessário, o dinheiro para a saúde indígena repassado da União para a Fundação Nacional de Saúde (Funasa)/Roraima este ano acabou antes de dezembro, como já previa a coordenação da Funasa local.
Isso porque, segundo informou o coordenador da Fundação no Estado, Ipojucan Carneiro, seriam necessários R$ 2 milhões para suprir todas as necessidades deste ano e só foram liberados R$ 1,4 milhão.
O resultado disso foi a cogitação de que a Casa do Índio - instituição coordenada pela Funasa, para abrigar índios de todas as comunidades do Estado, além também da Guiana e Venezuela quando precisam de tratamento médico em Boa Vista fosse fechar.
Mas Ipojucan disse que não há mais esse risco. Segundo ele, houve uma sinalização da presidência da Funasa para conseguir o orçamento necessário até o final do ano e em 2004, segundo ele, a expectativa é que o orçamento destinado à saúde indígena seja o necessário, ou seja, mais de R$ 2 milhões.
Manutenção
Como o dinheiro em caixa acabou este mês, para evitar a falta de medicamentos, alimentação e outros serviços necessários da Casa, o coordenador disse que a Funasa/Roraima está remanejando verba de outros programas (sem causar danos) para a saúde indígena, o que corresponde a uma ajuda de R$ R$ 150 mil. Além disso, a presidência da Fundação já se comprometeu em fornecer o adiantamento da última parcela deste ano, que só deveria ser paga em novembro, o equivalente a R$ 82 mil.
No total, o coordenador da Funasa disse que a Casa do Índio tem R$ 300 mil, dinheiro que dá para sustentar as despesas da instituição até novembro. Depois desse mês, Ipojucan disse que não deverá faltar dinheiro porque tanto a Funasa local - tirando dinheiro de outros programas, quanto a nacional estão empenhadas em garantir o funcionamento da Casa.
"Quero deixar claro que não há risco de desabastecimento de medicamentos, alimentação e outros serviços na Casa do Índio, nem também de que a instituição feche", afirmou. A Casa do Índio tem hoje 250 índios sendo atendidos, vindos de diversas comunidades de Roraima e também da Venezuela e Guiana. Grande parte está na Casa porque ficou doente e está realizando exames ou tem cirurgia marcada.
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