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Funasa capacita profissionais para combate de desnutrição entre indígenas

Funasa-Brasília-DF
29 de Mai de 2006

A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) está reforçando o combate à desnutrição indígena. Até a quarta-feira (31), 42 servidores dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) de Porto Velho e Vilhena, ambos em Roraima, estarão participando da Oficina de Capacitação em Vigilância Alimentar e Nutricional na Saúde Indígena. O evento será realizado no Dsei de Porto Velho.

A oficina faz parte da programação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan) Indígena, implementado pela Funasa, e irá abordar a situação epidemiológica e as atividades de alimentação e nutrição das comunidades, para ajudar no combate a desnutrição indígena.

Segundo Aline Caldas, responsável técnica pelo sistema, esse é o primeiro passo para aperfeiçoar a saúde indígena. "Para que possamos melhorar o quadro de nutrição da comunidade indígena precisamos fazer pesquisas para identificarmos onde estão os problemas. Esse será um importante diagnóstico", diz.

Essa é a primeira vez que se faz uma pesquisa em relação à saúde nutricional dos indígenas brasileiros e, de acordo com Aline, os resultados já refletem na redução da mortalidade infantil. "Ainda não temos os números, mas nota-se que queda nos casos de óbitos infantis", completa.

Desde junho do ano passado, a Funasa capacitou 117 profissionais das equipes multidisciplinares de saúde indígena para a implantação do Sisvan nos 34 Dseis.

As oficinas de capacitação são uma extensão do Curso de Especialização em Vigilância Alimentar e Nutricional na Saúde Indígena, que pretende formar, em quatro anos, 500 profissionais de saúde para atender todos os 34 Dseis. Ao todo, a Funasa, juntamente com Vigisus (projeto do Banco Mundial com o Governo Federal), vai investir R$ 9,530 milhões no Sisvan.

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