Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
14 de Jul de 2004
Com o objetivo de avaliar a atuação do órgão junto às comunidades indígenas no atendimento àquela população e estudar propostas de ações para o próximo semestre, desde a segunda-feira, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) está promovendo, na Casa Paulo VI, no bairro São Vicente, a oficina de avaliação das atividades do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) do Leste e Reunião do Conselho Distrital.
Dentre as principais propostas discutidas pelos participantes, está o investimento de R$ 5 milhões para serem aplicados no segundo semestre deste ano em expansão do fornecimento de água para 18 comunidades indígenas, reforma da Casa do Índio, além de outras ações naquelas comunidades.
Para discutir todas estas questões, representantes de instituições envolvidas com saúde indígena e lideranças de comunidades atendidas pela Funasa foram convidadas a participarem do evento, a fim de discutir e avaliar a situação atual de funcionamento dos serviços de saúde do DSEI-Leste e as ações previstas no Plano Nacional de Saúde de 2004
Segundo Helder Gonçalves de Almeida, coordenador do DSEI-Leste, as discussões são voltadas para a gestão em saúde especializada na área indígena. Estas discussões envolvem prefeituras que possuem áreas indígenas em sua jurisdição, bem como a questão de convênios firmados entre a Funasa e demais entidades e as ações da Funasa na área de saúde indígena.
A programação desta primeira avaliação é discutir as ações do primeiro semestre, já avaliando as propostas para o semestre seguinte e como serão desenvolvidas estas ações. Além disso, é feito um levantamento das dificuldades na atuação da Funasa na área de saúde.
"Sabemos que muitas melhorias ocorrem com o aumento de recursos. Mas muitas vezes temos que melhorar a estrutura operacional e administrativa. E tudo deve ser avaliado em conjunto com os administradores", disse.
Estes administradores são os conselheiros indígenas, que conhecem toda a problemática da saúde principalmente por morarem e conhecerem a área de atuação da Fundação.
Helder explicou que a Funasa tem parcerias de incentivo com os municípios para que a administração municipal atue na área de forma diferenciada no atendimento à saúde indígena. A diferenciação está em alguns atendimentos feitos na própria área indígena, sem que haja a necessidade de trazer o paciente para a cidade. Ao contrário disto, o médico vai até a comunidade para atender o paciente.
"Algumas comunidades ficam muito distantes e por muitas vezes o acesso torna difícil a execução dos trabalhos, mas estamos tentando resolver estes problemas da maneira mais prática possível", disse.
Malária
O coordenador citou como exemplo o controle da malária que está sendo feito nas comunidades indígenas. Mesmo estando em uma região endêmica da Amazônia, não houve aumento significativo, mas sim uma oscilação no diagnóstico da doença.
"Mesmo o Estado registrando um aumento significativo, nas regiões indígenas nós estamos conseguindo controlar a doença. Isso demonstra o trabalho de prevenção que estamos desenvolvendo nestas regiões do Estado", afirmou.
Geralmente ocorre migração de indígenas que moram nos países vizinhos, que ao adoecerem, por terem parentesco com as comunidades que vivem na região de fronteira, buscam tratamento nos municípios onde estas áreas estão localizadas.
As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.