Folha de Boa Vista-Boa Vista-RR
08 de Jun de 2005
O orçamento da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) para prestar assistência às comunidades indígenas de Roraima aumentou 30% este ano. O dinheiro extra está sendo usado na contratação de pessoal, reforma e construção de novos postos médicos e na reativação de um hospital na localidade de Surumu, na reserva Raposa/Serra do Sol.
O coordenador da Funasa, Ramiro Teixeira, disse que o hospital será uma unidade de referência para atendimento básico em toda a região das Serras, que abriga cerca de 15 mil indígenas de várias etnias. A previsão é que seja inaugurado ainda este ano. "Nós já acertamos seu funcionamento com a Diocese de Roraima, que é dona do prédio e com o CIR", informou.
O hospital deverá ter doze leitos. Uma equipe de engenheiros e técnicos fará uma visita hoje ao local, para identificar as necessidades de reforma e adequação do prédio às necessidades dos doentes e dos médicos. Inicialmente será feito apenas o atendimento básico, mas Teixeira pretende introduzir gradativamente serviços de baixa e média complexidade, como pequenas cirurgias e partos.
No ano passado, o Governo Federal disponibilizou R$ 35 milhões para a saúde dos indígenas roraimenses. Este ano serão R$ 46 milhões para o atendimento de cerca de 47 mil índios, sendo 15 mil Yanomami e 32 mil das demais etnias que formam o Distrito Sanitário Leste.
O incremento no orçamento permitirá ainda a ampliação dos serviços oferecidos pela Casa do Índio, único hospital exclusivo para os povos indígenas, além da construção de sete postos no Distrito Leste e seis na área Yanomami e reforma de 18 pólos-base no Leste e 16 no Yanomami.
Por outro lado, o coordenador destaca que está contratando mais oitenta agentes de saúde indígena para o Distrito Leste, que já conta com 350 profissionais. Os Yanomami também serão beneficiados, mas a quantidade ainda está sendo definida. Os dois distritos também receberão mais médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos de enfermagem.
Na opinião do coordenador, o Governo Federal tem dado prioridade à assistência médica aos índios roraimenses e isso reflete na melhoria da qualidade de vida dessas populações.
Segundo ele, o índice de mortalidade infantil caiu, assim como a incidência de doenças muito comuns nas aldeias como a tuberculose e hepatite. Ele garante que a malária está sob controle, mas admite que o número de profissionais ainda é insuficiente.
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