Funasa-Brasília-DF
08 de Fev de 2006
Os Krikati, Gavião, Awa-guajá e Guajajara, povos indígenas que bloqueiam a ferrovia de ferro Carajás, no Maranhão, desde ontem, reivindicam que a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) faça melhorias no atendimento de saúde.
Hoje, dois servidores indigenistas e um procurador da Fundação Nacional do Índio (Funai), além de técnicos da Fundação Nacional de Saúde, chegaram hoje (8) no município de Alto Alegre do Pindaré (MA), onde fica a estrada de ferro. Eles tentam acordo com os indígenas para desocuparem a ferrovia e liberarem os quatro funcionários da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), proprietária da ferrovia, que estão como reféns desde o fim da tarde de ontem.
Em nota à imprensa, a Funasa afirma que todas as reivindicações dos indígenas estão sendo cumpridas. E que, partir de amanhã (9), negociará com as lideranças indígenas do movimento uma resolução para o impasse.
Leia abaixo a íntegra do texto:
"Sobre a interdição da ferrovia no município de Alto Alegre do Pindaré (MA), a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) informa que:
1. A Funasa está descentralizando as ações de saúde indígena do Distrito Sanitário Especial Indígena Maranhão para garantir autonomia e agilidade às ações de saúde. A medida foi tomada a pedido dos próprios indígenas em reunião realizada entre a diretoria da Funasa e 37 lideranças indígenas, no dia 7 de novembro do ano passado, em Brasília.
2. Na oportunidade, foi entregue à Funasa uma lista de reivindicações assinada pelo grupo de lideranças indígenas. Todas essas reivindicações estão sendo cumpridas, conforme foi acordado;
3. A Funasa estará, a partir de amanhã (9), negociando com as lideranças indígenas do movimento para a resolução do impasse. Dois técnicos da Funasa Presidência, em Brasília, foram deslocados para a região e se juntarão ao pessoal da Fundação Nacional do Índio (Funai) e da Organização Não Governamental Missão Caiuá que já estão na área para negociar com os indígenas;
4. Além disso, a Funasa está trabalhando em conjunto com a Casa Civil em um plano emergencial para resolução das questões indígenas com a maior brevidade possível.
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