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Funasa acusa índios de seqüestrar funcionários no Amazonas

Radiobrás
Autor: Amanda Mota
15 de mai de 2007

A nutricionista Camila Noveletto, o odontólogo Djalma Quirino e o técnico em patologia Silva Filho, funcionários da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Amazonas, foram seqüestrados ontem (13) por índios da comunidade Estirão Grande, no município de Manicoré, que fica a 330 quilômetros de Manaus. A denúncia foi feita na manhã de hoje (14) pelo coordenador da Funasa do Amazonas, Francisco Ayres, na sede da Polícia Federal (PF) em Manaus.

De acordo com o coordenador substituto do órgão de saúde, Carlos Chaves, o ato tem a ver com um acordo feito entre os indígenas da etnia Tenharin, a prefeitura de Manicoré, a Coordenação dos Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e com o chefe do Distrito Sanitário Especial de Manaus, sobre a aplicação de um recurso na área de saúde que está em posse da prefeitura do município onde o crime teria acontecido. O recurso faz parte de um saldo acumulado pela prefeitura do município sobre os R$ 30 mil recebidos mensalmente do Ministério da Saúde.

A direção da Coiab contestou a informação de que os Tenharin seqüestraram os servidores. Em nota oficial, a entidade indígena negou que os indígenas tenham agido de maneira agressiva e violenta contra os funcionários. Afirmou, no entanto, que os três permanecem na aldeia como uma forma de mostrar ao governo e à sociedade o descaso com a saúde indígena em Manicoré.

"Os índios estão reivindicando um acordo que começou a ser feito há umas três semanas com a prefeitura de Manicoré, a Coiab e o chefe do Distrito Sanitário", diz Carlos Chaves, da Funasa. "Pelo acordo, o saldo que a prefeitura possui vai subsidiar a compra de uma residência para servir como casa de apoio aos indígenas, a aquisição de alguns botes e uma reforma nos postos de saúde do pólo básico. A negociação foi feita há 25 dias e o que ficou definido é que após um mês eles se reuniriam novamente para definir como seria a aplicação do recurso, mas infelizmente os índios tomaram essa iniciativa de forma precoce e criminosa."

Chaves informou que o coordenador da Funasa no Amazonas, Francisco Ayres, e o chefe do Distrito Sanitário Especial de Manaus, Alcimar Pinheiro, estão no local para acompanhar as negociações que visam à liberação dos servidores. A Polícia Federal também enviou agentes para Manicoré.

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