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20 de Set de 2008
De acordo com a assessoria de imprensa da Fundação Nacional do Índio (Funai), o tempo dos processos para demarcação das áreas varia muito, depende da pré-existência de estudos sobre o povo da região (por universidades), da quantidade de contraditórios (contestações) enfrentados e até mesmo do andamento administrativo, hoje desfalcado em função da necessidade de novas contratações.
Mas o grande empecilho para a demarcação de terras indígenas, admite a assessoria de imprensa da Funai, seria a deficiência nos quadros do órgão, "sucateados por sucessivos governos" e sem um Plano de Cargos e Carreiras. Atualmente, a Fundação conta com cerca de 2.500 funcionários em todo o país.
O último concurso realizado foi em 2005, do qual foram contratados 90 pessoas. Desses, segundo a assessoria de imprensa, apenas 20 permanecem em seus cargos, "por causa do salário".
A antropóloga e indigenista Juracilda Veiga concorda que a deficiência nos quadros do órgão tem prejudicado o trabalho de demarcação. "Há falta de profissionais e de recursos de modo geral que possibilite a Funai maior agilidade nos processos de demarcação", avalia.
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