Funai
20 de Jun de 2007
Os chefes de postos da Fundação Nacional do Índio (Funai) do Estado do Amazonas participam pela primeira vez de uma oficina de capacitação indigenista. O encontro, inédito, acontece durante toda esta semana em Manaus reunindo mais de 50 pessoas, entre palestrantes e funcionários da administração do órgão em Manaus. Entre os temas das palestras proferidas estão vigilância e proteção de Terras Indígenas (TI´s) , regularização e proteção de TIs, política fundiária, legislação e política para povos isolados.
A oficina, que vai até o dia 22, promoverá também palestras com o gerente regional do Ibama, Henrique Pereira, com o delegado da Polícia Federal para o meio ambiente, Wesley Sirlam de Aguiar, e com o gerente do Serviço de Proteção da Amazônia (Sipam), Bruno da Gama Monteiro.
Segundo o administrador regional da Funai em Manaus, Edgar Fernandes Rodrigues, da etnia Baré, um dos objetivos do encontro é capacitar os chefes de postos para a aplicação de uma nova política indigenista e um novo modelo de políticas públicas adotado na administração atual da Funai. A idéia da administração da Funai de Manaus é que, a partir desse encontro, se inicie um processo de formação continuada de indigenistas. Ele conta que há uma grande defasagem de capacitação dos chefes de postos do Amazonas. O problema afeta a gestão nas bases (aldeias) e na solução de conflitos fundiários, devido à grande diversidade de povos indígenas no Estado e à peculiaridade geográfica.
O papel dos postos da Funai é atuar na fiscalização e no controle das políticas do governo federal em terras indígenas, entre elas política fundiária, educação e saúde. No Amazonas, há cinco administrações da Funai. Somente a administração de Manaus possui 12 chefias de postos. Sua jurisdição abrange as calhas dos rios Solimões, Negro, Amazonas, Madeira e afluentes - Juruá, Japurá, Purus, Jutaí. Na jurisdição de Manaus as 81 terras indígenas, entre identificadas e homologadas, totalizam quase 15 milhões de hectares. No Amazonas todo, as TI´s abrangem 42 milhões de hectares - cerca de 27% do território do Estado.
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