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20 de Jun de 2008
BRASÍLIA - A Fundação Nacional do Índio (Funai) quer regularizar a adoção de crianças indígenas. O objetivo é evitar a ruptura das tradições. A instituição afirma que os menores devem ser adotados por pessoas da própria aldeia.
De acordo com a Funai, o estado de Mato Grosso do Sul concentra os registros de casos de crianças indígenas encaminhadas para adoção. Margarida Nicoletti, administradora regional da Funai no Cone Sul, afirma que muitos índios saem das aldeias da região para tentar a sorte na cidade de Dourados (MS) e arredores.
- Eles vivem da agricultura de subsistência e, muitas vezes, reclamam da falta de espaço. Acabam indo para a periferia de cidades maiores. No entanto, levam uma vida pouco digna, há dificuldade para conseguir emprego. Algumas crianças ficam subnutridas, outras são abandonadas, afirma Margarida.
As crianças indígenas deixadas pelos pais são levadas para abrigos com outros menores abandonados. "O principal problema não é o convívio dos indígenas com não-indígenas e sim a lentidão no processo de recolocá-los em seus núcleos familiares", diz Margarida.
Processo de adoção
Segundo a Coordenação Geral de Assuntos Externos da Funai, para a adoção ser consentida, o importante é que as crianças não percam o vínculo com a aldeia ou tribo. Para o órgão, a adoção por brancos acaba provocando um choque cultural muito forte.
De acordo com a assessoria da Funai, em Brasília, a entidade incentiva a reinserção das crianças ao convívio familiar dentro da própria comunidade indígena, para que haja continuidade do aprendizado da cultura e tradição.
A administradora regional da Funai afirma que há disponibilidade de índios para adoção. "A cultura deles é muito diferente. Eles têm famílias extensas que contemplam entre 30 e 300 pessoas, algumas até com mais de 25 crianças."
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