VOLTAR

Funai pedirá Guarda Ambiental em terras indígenas

Terra
Autor: Laryssa Borges
21 de Mai de 2008

O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Márcio Meira, informou que pedirá ao futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que a Guarda Nacional Ambiental atue também na proteção de terras indígenas. Na última segunda-feira, por sugestão de Minc, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aceitou a proposta de se criar uma Guarda Nacional para atuar na defesa dos parques ambientais e biomas na Amazônia.

"Pretendo procurar o futuro ministro para pedir apoio à Força Nacional Ambiental para também atuar na proteção de terras indígenas", disse Meira ao chegar ao Palácio do Planalto para uma reunião técnica sobre a Funai.

Márcio Meira lembrou que o Ministério do Meio Ambiente "tem uma relação muito próxima" com os índios e disse que a Funai e a futura pasta de Carlos Minc podem atuar em conjunto em prol da proteção dos indígenas.

Um dos maiores embates entre indígenas e não-índios tem ocorrido em Roraima por causa da demaracação da reserva Raposa Serra do Sol. Nas próximas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar a validade da demarcação em terra contínua da reserva. Em caráter liminar, o Supremo determinou que a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança não retirem fazendeiros resistentes de suas terras.

Um grupo de seis arrozeiros não aceita a homologação da terra indígena nos moldes defendidos pelo governo federal e pede que sejam definidas "ilhas" para a instalação de comunidades indígenas.

Agressão
Ao chegar ao Palácio do Planalto, o presidente da Funai comentou ainda a agressão do engenheiro da Eletrobrás, Paulo Fernando Rezende, por índios armados com facões quando participava de um encontro sobre a construção de uma nova hidrelétrica no rio Xingu no Pará. "Isso provoca revolta. Não há justificativa em hipótese nenhuma. Não podemos aceitar", disse o presidente da Funai, destacando que a agressão ao engenheiro nesta terça-feira foi "um fato isolado motivado pelo clima da discussão".

"A Funai sempre tem dialogado com os caiapós. Qualquer atitude de uso da violência não é a melhor forma. Não é recomendável, não leva a nada", disse.

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.