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Funai e polícia dão inicio a Operação Sucuri em Dourados

Campo Grande News-Campo Grande-MS
19 de Jul de 2004

Neste momento, pelo menos 15 pessoas entre elas o chefe da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados, Israel Bernardo fazem parte do grupo formado por agentes da PF (Polícia Federal) e PM (Polícia Militar) que segue para as aldeias Jaguapiru e Boróro, onde começa a Operação Sucuri. Com previsão de durar 6 meses, a intenção de todo este aparato é reduzir a criminalidade dentro da área de 3,5 mil hectares.
Em entrevista ao Campo Grande News, Bernardo disse que a partir de hoje começarão a ser identificados e cadastrados os moradores não índios das aldeias. "Não sabemos quantos e quem são", disse. Bernardo criticou o fato de nem todas as autoridades estarem presentes na apresentação da Operação Sucuri, há pouco na Câmara Municipal de Vereadores.
Estão entre as autoridades o delegado da Polícia Federal, Rubens Lopes, Roberto Aurélio da Costa Lustosa, o coordenador da Funai para Mato Grosso do Sul, Odenir Oliveira, os administradores da Funai em Amambaí, Wilian Rodrigues, em Campo Grande, Joel Pereira e em Dourados, Isael Bernardo.
Na sexta-feira, o adolescente Sérgio Cabreira, de 15 anos, e a tia dele, Silvia Gonçalves, de 20 anos, foram degolados na aldeia Bororó. As cabeças foram encontradas a mais de 30 metros dos corpos. Não há suspeita da motivação para os crimes. A Funai acompanha a apuração.
Os dois teriam sido mortos a golpes de facão. O adolescente morava com outra tia, com quem teria se desentendido, segundo a mãe dele, Fátima Ortiz Amarilha.
No mesmo dia, foi preso como principal suspeito do crime o indígena Reginaldo Vilhalba, de 24 anos. Um machado e um facão foram apreendidos. O suspeito negou autoria, mas há uma testemunha, conforme informações policiais.
O crime teria motivação passional. O adolescente teria tido envolvimento com a companheira de Vilhalba. A mãe de Cabreira, Fátima Ortiz Amarilha, disse que o filho teria ficado consumindo bebida alcoólica na aldeia ontem à noite.

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