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Funai acreana está sob intervenção federal

Tribuna do Acre-Rio Branco-AC
14 de Out de 2004

A ineficiência da Superintendência local da Fundação Nacional do Índio (Funai) levou a sede da autarquia em Brasília (DF) a uma intervenção federal. A administradora interventora, Vânia Simone Albano de Lucena, é acreana e funcionária de carreira da autarquia. Ela disse que a intervenção não tem prazo para acabar e tem o objetivo de acelerar as atividades do órgão.

Vânia Simone também negou que a intervenção tenha sido causada por desvio de recursos ou por superfaturamento de preços, denúncia que foi feita por Francisco Lopes dos Santos, funcionário da Funai, no início de agosto. A interventora explicou que essa denúncia ainda é alvo de auditoria no Tribunal de Contas da União (TCU).

"Houve de fato essa denúncia, mas o TCU fez uma auditoria interna e estamos esperando o resultado. A meu ver, denúncias graves como as que foram feitas precisam de provas. O administrador anterior não foi exonerado por essa denúncia exatamente devido à falta de provas. O que Brasília está preocupada é com a falta de operacionalização desta unidade, que esteve praticamente paralisada", disse Vânia Lucena.

Uma das primeiras missões da interventora, que tomou posse na última sexta-feira, será cumprir o orçamento de R$ 800 mil que possui a administração da Funai no Acre.

Até ontem, ela havia executado mais R$ 150 mil, além dos R$ 200 mil da administração anterior, dirigida por Julio Barbosa. A maioria desses gastos é aplicada em pagamento a fornecedores. Se não cumprir todos os acordos, o órgão pode parar de receber verbas federais.

Segundo Vânia Lucena, o setor técnico da Funai em Brasília já considerava a unidade no Acre como de pouca utilidade na aplicação de medidas para o benefício dos povos indígenas. Por isso, cogitava-se nos bastidores a possibilidade de fechar a unidade. Com a intervenção, a hipótese foi afastada.

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