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Frio na Europa e EUA não abala aquecimento

O Globo, Ciência, p. 36
26 de Fev de 2010

Frio na Europa e EUA não abala aquecimento
Tendência é que invernos rigorosos sejam mais raros

Embora não pareçam, as baixas temperaturas que têm, literalmente, congelado os Estados Unidos e a Europa, em contraponto ao calor extremo no Rio, não desmentem o aquecimento global. Dados recentes indicam que janeiro foi o mês mais quente da história e que 2009 está entre os períodos mais quentes desde 1850, quando começaram essas medições. Segundo os cientistas, invernos rigorosos, como o que afeta o Hemisfério Norte, devem se tornar mais raros por causa das mudanças climáticas.

- Análises feitas por satélites indicam que este foi o mês de janeiro mais quente que já vimos - diz o climatologista Neville Nicholls, da Universidade Monash, de Melbourne.

Fenômeno não ocorre de forma uniforme
O frio extremo no Hemisfério Norte - que, segundo as previsões, deve se manter até março em algumas partes dos EUA - levou a alguns questionamentos sobre o aquecimento global. Mas os cientistas ressaltam que o fenômeno não ocorre de modo uniforme e deve ser visto como uma tendência a médio e longo prazo, independente de variações naturais como as que ocorrem neste momento em algumas regiões do planeta.

- O mundo não está se aquecendo por igual em todo lugar, mas é realmente bastante desafiador encontrar locais que não se aqueceram nos últimos 50 anos - afirma Nicholls.

O Globo, 26/02/2010, Ciência, p. 36

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