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Autor: Jorge Fernando Carrilho de Almoas
20 de Mar de 2009
Acontece na próxima quinta-feira (26) a primeira reunião plenária de 2009 do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial de Mato Grosso do Sul. O evento acontece na Secretaria de Educação (SED) às 8 horas.
Neste encontro, serão definidas as metas e ações para o ano de 2009, apresentação de novas propostas e definição de datas das próximas reuniões. O evento é voltado para organizações ligadas à educação e ao movimento negro, governamentais e da sociedade civil. O principal objetivo do Fórum é implementar as leis federais que incluem no currículo das escolas de ensino fundamental e médio o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
"O maior desafio dos movimentos de defesa da população negra e indígena é modificar a maneira como a história é tratada. Normalmente, os negros e índios são lembrados apenas como mão-de-obra escrava, quando na verdade há uma enorme contribuição dessas etnias na formação social e cultural do Brasil", comenta Rita Valentim, coordenadora do Fórum.
Segundo Rita, o estudo da história afro-brasileira e indígena como instrumento de colaboração sócio-cultural diminui a discriminação e amplia as possibilidades de crescimento. "O preconceito ainda é muito presente e o que se aprende nas escolas pode fortalecer este comportamento arredio. Os negros e indígenas tem conquistado seu espaço, mas ainda é possível crescer mais", avalia Rita.
O estudo da história e cultura afro-brasileira foi instituído pela lei federal 10.639, de 2003. e em 2004, Mato Grosso do Sul realizou o primeiro fórum de discussão para implementação da lei. Sobre a cultura e história indígena, a lei 11.645, de março de 2008, obriga a inclusão destes conteúdos no currículo escolar.
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