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A formação indígena no currículo da educação

Agências de Notícias do Acre
Autor: Edmilson Ferreira
12 de Mar de 2008

Em 1999 eram 847 alunos índigenas, número que em 2006 chegou a 3,7 mil. Professores eram mal-formados e hoje maioria tem ensino superior.

A educação indígena do Acre deu um salto de qualidade e quantidade expressivo nos últimos anos. Em 1999, por exemplo, o sistema tinha apenas 42 professores, sendo que 15 deles possuíam o ensino médio incompleto e 17, completo. Em 2006, o número de docentes subiu para 216, sendo 59 com ensino médio completo, 79 com formação de nível superior e outros 74 em processo de formação universitária.

O número de alunos evoluiu consideravelmente entre 99 e 2006, último ano com dados compilados pelo Ministério da Educação e Cultura. Em 1999 a rede mantinha 847 alunos de oito das doze etnias acreanas, apenas com educação infantil e de 1ª a 4ª séries. Em 2006, eram 3.756 estudantes matriculados, sendo 306 na educação infantil; 2.943 na 1ª a 4ª séries; 431 de 5ª a 8ª séries e 76 no ensino médio. Mais de 100 aldeias de todas as etnias estão sendo atendidas.

"Houve uma evolução muito grande porque nosso Governo dedicou atenção muito especial à educação indígena", disse Manoel Estébio, gerente de Educação Indígena da Secretaria de Estado da Educação. Para 2007 são esperados cerca de cinco mil alunos.

A cultura e a história indígena e afro-brasileira serão incluídas no currículo da educação básica em todo o País. Estébio avalia como importante a medida adotada pelo Presidente Lula porque, em sua opinião, promove a redução do preconceito secularmente sofrido por esses grupos. "A difusão dessas culturas ajuda a vencer preconceitos em relação a elas", disse Estébio, que há mais de nove anos atua com educação indígena no Acre.

A implementação nas instituições de ensino depende do desenvolvimento do material didático e da formação de professores para ministrar a nova matéria. A legislação anterior previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira. De acordo com o MEC, a proposta sancionada ontem é também destacar a contribuição dos índios na formação social, econômica e política brasileira.

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