O Globo, Economia, p. 19
05 de Set de 2017
Força Nacional vai reforçar segurança em obra de linha de transmissão de Belo Monte
Manoel Ventura
BRASÍLIA - Para evitar atrasos na construção de uma linha de transmissão que vai escoar a energia elétrica gerada pela usina de Belo Monte para o Sudeste do país, a Força Nacional de Segurança vai atuar em apoio às obras no sudoeste do Pará. A construção tem enfrentado protestos de moradores do interior do estado, impactando o ritmo dos trabalhos, segundo a empresa responsável pelo chamado linhão.
Uma portaria publicada nesta segunda-feira pelo Ministério da Justiça, no Diário Oficial da União, autoriza o emprego da Força Nacional no interior do Pará por um prazo de 90 dias. A data de início da operação não foi divulgada. O ministério também não informou o número de policiais que vão trabalhar na área.
"As equipes terão a tarefa de garantir a incolumidade das pessoas, do patrimônio e a manutenção da ordem pública, nos locais em que se desenvolvem as obras, demarcações, serviços e demais atividades do Ministério de Minas e Energia. Essas ações de segurança pública têm como objetivo proporcionar condições à finalização das obras de implantação da referida linha de transmissão, considerada essencial ao desenvolvimento nacional", diz nota do Ministério da Justiça.
O linhão vai transmitir a energia gerada em Xingu ao Sudeste do país. Com mais de 2 mil quilômetros e orçada em mais de R$ 4,5 bilhões, a obra passará por quatro estados (Pará, Tocantins, Goiás e Minas Gerais). Apesar de a obra estar dentro do prazo, protestos de moradores de cidades do interior do Pará podem atrapalhar o andamento do construção, segundo a Belo Monte Transmissora de Energia, responsável pela obra. A concessionária é formada pela chinesa State Grid e pela Eletrobras.
Segundo a empresa, durante as manifestações, moradores chegam a bloquear pontos de acesso à região das obras. Por isso, o Ministério de Minas e Energia pediu ao Ministério da Justiça para enviar homens da Força Nacional para a área da obra, a fim de impedir atrasos no cronograma do empreendimento.
O envio da Força Nacional para a região do Pará é mais uma tentativa de governo de evitar que haja um gargalo na transmissão da energia gerada em Belo Monte. Sem todas as linhas concluídas, à medida em que novos geradores entram em operação, pode haver restrição na distribuição da eletricidade gerada na hidrelétrica. O principal problema nesse sentido é decorrente do atraso nas linhas de transmissão sob responsabilidade da espanhola Abengoa.
O Globo, 05/09/2017, Economia, p. 19
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