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Força Nacional reforça tropa em Belo Monte

OESP, Economia, p. B3
26 de Mar de 2013

Força Nacional reforça tropa em Belo Monte

Vannildo Mendes

O governo federal decidiu reforçar a presença da Força Nacional de Segurança Pública na usina de Belo Monte, no Pará, depois do agravamento dos distúrbios com índios, operários e agricultores. Por meio de portaria publicada ontem no 'Diário Oficial' da União, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou o envio de tropas por 90 dias, prorrogáveis pelo tempo que for necessário.
A medida foi requerida pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e o objetivo básico, conforme a portaria, é evitar a paralisação das obras, coibir os piquetes que impedem a entrada de funcionários e reprimir o bloqueio de estradas próximas aos canteiros. A pedido da Secretaria Especial da Mulher, os policiais vão também combater o tráfico de mulheres para prostituição, que se intensificou perto de Belo Monte e de outras hidrelétricas na Amazônia.
A decisão, segundo a coordenadora do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Antonia Melo, "escandalizou" os movimentos sociais. Para ela, é uma maneira de "reprimir" manifestações de luta por direitos. Antonia disse que "usar a Força Nacional é virar as costas às manifestações populares das comunidades indígenas e ribeirinhas cujos direitos não vêm sendo atendidos".
Na prática, a Força já atua na Amazônia desde os primeiros distúrbios, há dois anos, com a construção das Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, no Rio Madeira e mais recentemente em Belo Monte, no Rio Xingu. No pico, o governo chegou a mobilizar mais de 500 homens na região.
A missão original da presença federal era proteger a integridade física dos manifestantes, índios e colonos. A portaria de ontem, além de regulamentar a presença da tropa na região, redireciona seu papel, que passa a ser basicamente o de assegurar o direito de ir vir e a segurança das instalações nas obras, consideradas prioritárias no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC).
A Força tem 7.500 homens treinados para intervenção em qualquer ponto do País, recrutados entre os quadros de ponta das polícias militar e civil e bombeiros dos Estados. Um grupo de 1,5 mil homens fica de prontidão na cidade goiana de Luziânia, a 50 quilômetros de Brasília, para situações de emergência. / Colaborou Fátima Lessa, especial para o 'Estado'.

OESP, 26/03/2013, Economia, p. B3

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