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Fluxo para Rio Paraíba do Sul retorna ao nível normal

O Globo, Economia, p. 31
16 de Ago de 2014

Fluxo para Rio Paraíba do Sul retorna ao nível normal
Secretaria de Recursos Hídricos de SP afirma que água que vem para o Rio não sofreu redução

-SÃO PAULO E RIO- Um boletim da Agência Nacional de Água (ANA) divulgado anteontem mostra que a vazão de água liberada pelas represas paulistas no Rio Paraíba do Sul voltou aos patamares normais, anteriores ao corte unilateral anunciado pela Cesp. Na semana passada, a companhia paulista havia reduzido a vazão da Represa Jaguari de 30 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 10 m3/s, colocando em risco o abastecimento de água de cerca de 15 milhões de pessoas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, segundo um alerta feito pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).
Pelos dados da ANA, a regularização do sistema se deu com o aumento em 19 m3/s na vazão da represa Paraibuna, que também alimenta o Rio Paraíba do Sul, passando de 61 m3/s para 80 m3/s. De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, a determinação para aumentar a vazão na Usina de Paraibuna foi do ONS. A quantidade de água liberada ao Rio Paraíba do Sul, que ocorre pelas represas Jaguari e Paraibuna, voltou aos patamares anteriores a interferência do sistema - cerca de 90 m3/s. A compensação já consta em boletins oficiais da Agência Nacional de Águas (ANA).
Segundo a nota da Secretaria de Recursos Hídricos de São Paulo, mesmo com a redução da vazão na represa Jaguari, a água que chega ao Rio de Janeiro não teve redução. Isso porque, a vazão na estação de Bombeamento de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, não foi reduzida como o ONS havia solicitado à Agência Nacional de Águas (ANA) por causa da estiagem, diz a nota. A secretaria sustenta que a vazão em Santa Cecília foi mantida em 174 metros cúbicos por segundo, enquanto a necessidade para consumo humano no Rio de Janeiro é de 68 metros cúbicos por segundo.
Ontem, o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, voltou a defender o diálogo com São Paulo:
- Hoje, (ontem) já começa a Cesp a liberar a vazão que é a acordada com as agências reguladoras. Ninguém quer prejudicar São Paulo, mas os interesses do Rio e de Minas Gerais têm que ser colocados em uma mesa. Isso não é uma guerra.

O Globo, 16/08/2014, Economia, p. 31

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