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Autor: Da Redação
22 de Abr de 2026
O pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), cumpriu agenda na Norte Show, em Sinop, nesta quarta-feira (22), onde apresentou uma plataforma de governo focada nos interesses do agronegócio de Mato Grosso.
Ao lado de políticos, empresários e líderes locais, o parlamentar garantiu o fim da moratória da soja, o congelamento de novas demarcações de terras indígenas e a reestruturação do Plano Safra com taxas de juros reduzidas. Leia também Pivetta critica modelo da reforma tributária e diz que próximo presidente pode rever regras Em entrevista coletiva, o filho "01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou como "ideológica" a política indigenista do atual governo Lula (PT) e afirmou que não homologará novas reservas caso seja eleito. Segundo ele, há pedidos na Funai que podem atingir 2,2 milhões de hectares em 22 municípios mato-grossenses.
"É inaceitável essa tentativa a toda hora ideológica do atual governo de atrapalhar o agro brasileiro tem pedidos na Funai de demarcações de reservas indígenas que podem totalizar 2,2 milhões de hectares atingindo 22 municípios aqui em Mato Grosso. Isso é inaceitável se depender do nosso governo nenhuma dessas reservas será demarcada porque a vocação do estado do Mato Grosso", disparou. Em contrapartida, defendeu a autonomia dos povos indígenas para a exploração econômica das terras já homologadas, incluindo agricultura e mineração. "Outra pauta que eu vou me comprometer vamos de fato respeitar a autonomia dos povos indígenas para que eles decidam o que é que tem que ser feito na sua terra, tem que ser plantação, se tem que ter exploração mineral, óbvio que tudo com muita responsabilidade, inclusive ambiental", continuou. .
O pré-candidato também foi questionado sobre planos para a moratória da soja, e classificou o acordo como um "boicote" aos produtores que respeitam o Código Florestal Brasileiro. Ele propôs levar o debate ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) para acelerar a resolução da questão, que atualmente está judicializada. "O que eu estou falando aqui também é importante para me comprometer com o fim da moratória. A gente tem que chamar o Cade para a mesa para tratar com muito mais celeridade junto com o Supremo (...) É um grande boicote aos nossos produtores rurais que respeitam a legislação ambiental, respeitam a reserva legal e essa questão ambiental não pode ficar sendo usada de desculpa para atrapalhar", comentou. Já no campo econômico, o parlamentar criticou as condições atuais de financiamento e prometeu um Plano Safra com juros mais baixos, citando a política de responsabilidade fiscal.
O atual Plano Safra de 2025/2026, anunciado pelo presidente Lula (PT) em julho último, é o maior da história do país, com a disponibilização de R$ 516,2 bilhões para crédito e inovação no setor. "Me comprometo a restabelecer as linhas de crédito do plano Safra de forma simplificada, com juros bem mais baixos. Nós vamos ser um governo de responsabilidade fiscal e, por consequência, a tendência é que os juros baixem bastante, porque o Brasil precisa de financiar quem quer empreender - e é o caso aqui [de Mato Grosso], eu quero me comprometer com isso.
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