Brasil Norte-Boa Vista-RR
20 de Fev de 2003
A visita que o ministro da Defesa José Viegas fez ao 6.o Pelotão Especial de Fronteiras (PEF), na tarde de ontem, contou com a presença do governador Flamarion Portela, dos deputados federais Chico Rodrigues (PFL), Maria Helena Veronesi (PSDB), Pastor Franckembergen (PTB) e Rodolfo Pereira (PDT). Foi extremamente notada a ausência de deputados estaduais no evento.
O governador Flamarion Portela disse que "para se conhecer os problemas de Roraima é necessário que se venha aqui, que autoridades federais venham ouvir as pessoas que aqui moram, ouvir as mais variadas opiniões, para, depois disso, tomar uma posição e encontrar a melhor equação para esse problema que nos aflige, que é a questão fundiária".
Flamarion disse que estava feliz em ver que uma autoridade do Governo federal vem ao Estado e procura se inteirar do que está acontecendo. "A vinda do ministro aqui, com certeza, tem essa grande finalidade. Além de visitar esse pelotão de Uiramutã, ele também vai ter um sentimento formado ao ouvir as lideranças, ouvir todas as pessoas, e a partir daí levar ao Poder Central uma opinião mais consolidada a respeito deste tema que nos preocupa bastante".
Para o governador, a questão indígena de Roraima requer a ação de todos os segmentos organizados, em especial da classe política. "Eu digo hoje que os onze parlamentares da bancada federal do Estado devem ter apenas um único partido que é o Estado de Roraima".
"As eleições passaram e o nosso objetivo hoje é trabalhar para que o Estado venha a se consolidar o mais rápido possível, e fazer com que o povo de Roraima alcance uma condição de vida melhor", destacou o governador, pregando a conciliação e conclamando o compromisso e a responsabilidade de todos os segmentos na resolução dos problemas.
Decisão à Vista
O deputado Chico Rodrigues (PFL) disse ser amigo particular - de longa data - do embaixador José Viegas. Mas não é por isso que ele acredita que Viegas, como ministro, tenha as características necessárias para resolver as grandes questões nacionais, entre elas a questão indígena de Roraima.
"Essa certeza me vem da grande capacidade de resolver problemas que o ministro tem apresentado ao longo de sua vida pública, como embaixador tanto no Peru como na Rússia".
Para o deputado pefelista, o que há em Uiramutã é um problema muito sensível, que diz respeito à segurança e soberania nacionais e que, lógico, obedecendo às orientações do governo Luiz Inácio Lula da Silva, "haveremos de convergir no sentido de fazermos com que haja uma convivência permanentemente pacífica entre as comunidades dos índios e a dos brancos"
Chico disse que a vinda do ministro ontem à sede de Uiramutã reacende a convicção de que essa questão irá se resolver decididamente neste governo.
"Esperamos que os radicais não venham prevalecer sobre aqueles que efetivamente conhecem o problema e tem que defender, como nós temos defendido ao longo desses 12 anos, a convivênica pacífica entre índios e não-índios, evitando assim o 'apartheide' que alguns segmentos querem perpetrar no nosso País". Como parlamentar, Chico disse defender de forma veemente a retirada do Estado de todos os estrangeiros que pregam a segregação do índio, jogando-os contra tudo aquilo que representa o desenvolvimento das comunidades, como a produção de grãos, a entrada da energia elétrica etc. "Não podemos permitir que dirigentes de ONGs alienígenas venham dizer que os militares brasileiros não podem permanecer guarnecendo as fronteiras do País. Esses que pregam essas aleivosias devem ser expulsos do Brasil o mais urgente possível", radicalizou o deputado pefelista.
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