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Festa da Farinha na comunidade Manoa

Boa Vista News-Boa Vista-RR
01 de Nov de 2005

Plantação de mandioca, especialidade na comunidade Manoa

Adriano, o secretário estadual do índio, com sua equipe esteve na comunidade Manoa, município de Bonfim para participar da Festa da Farinha. Adriano falou sobre a importância da festa da farinha como sinal de crescimento da economia indígena. Parabenizou a todos pela festa que demonstra o desejo de plantar e desenvolver na agricultura.
A Festa da Farinha contou também com a presença de outras autoridades.
A Festa da Farinha acontece todos os anos na comunidade Manoa, onde concentra a população da região. Manoa tem 114 pais de família, numa população de 830 pessoas. Este ano teve 52 barraqueiros, com vendas de farinha e variados produtos confeccionados pelas famílias, desde doces até artesanatos.

A especialidade da região é plantar mandioca. Este ano Manoa, produziu mais de 80 sacos de farinha para a festa. A farinha de Manoa é vendida a R$ 40,00 a saca em Boa Vista ou Bonfim. O tuxaua fala com muita esperança de melhorar a comunidade, lembra o projeto da ambulância prometida pelo governador e projeto de posto de saúde.

Comunidade do Flexal
A Associação dos Produtores Indígenas da Agricultura Familiar Sustentável do Flexal, fundada em outubro de 2003, organizou o ajuri, projeto comunitário que deu início ao plantio de feijão em 50 hectares de terra do Flexal.

Com apoio da Secretaria do Índio, tendo como assessoria o Departamento de Apoio à Produção Indígena, decidiram que 13 pessoas com documentos em dia e responsabilidade jurídica assumiriam o projeto. Com recurso do BANCO DA AMAZÔNIA-BASA, fizeram o empréstimo individual e assumiram o compromisso na comunidade de realizar as ações de forma coletiva, com 1 trator e 1 arado para beneficiar a todos.

O secretário adjunto da SEI, Wilson Jordão, ao relatar a história do projeto, diz que reconheceram uma área de capoeirão que poderia ser aproveitada para o plantio. Após várias reuniões na Associação dos Produtores Indígenas, constataram que mais de 30 pessoas na comunidade desejavam trabalhar em conjunto com roças grandes e produtivas. Faltavam documentos e a técnica de elaboração de projetos. Os indígenas trabalham assim, em conjunto, com alegria e festa, para melhorar a qualidade de vida das crianças, jovens e adultos, frisou.

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