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Festa da Espiritualidade

Página 20 - http://migre.me/eaiB
Autor: WHILLEY ARAÚJO
12 de dez de 2009

Escrito por WHILLEY ARAÚJO - whilley@pagina20.com.br

12-Dez-2009

Índios kaxinawas do rio Jordão promovem grande celebração entre os dias 24 e 31 deste mês

A Associação dos Seringueiros Kaxinawa do Rio Jordão (Askarj) promove, entre os dias 24 e 31 deste mês, a Festa da Espiritualidade. Na ocasião, os indígenas estarão comemorando a instalação de três pontos de internet nas terras Huni Kui do município, o fortalecimento do centro memorial da comunidade, entre outras conquistas obtidas pela etnia recentemente.

A expectativa é de que mais de duas mil pessoas - entre lideranças, professores, agentes de saúde, agentes agroflorestais, pajés, mulheres e moradores das 32 aldeias das três terras indígenas da região, além representantes de países como França e Itália - participem da programação, que se estenderá por uma semana.

"Estamos chegando em 2010 e iremos nos reunir para comemorar diversas coisas, como, por exemplo, a assinatura do convênio entre o governo do Estado e a Askarj para a implementação, com recursos do ProAcre, do plano de gestão territorial e ambiental de nossas terras", destaca José Banê Huni Kui, representante da Associação dos Seringueiros Kaxinawá do Rio Jordão.

Durante a celebração, que ocorrerá no centro memorial da aldeia São Joaquim (distante duas horas de barco do município do Jordão), os índios consagrarão sua tradicional e sagrada bebida, a ayahuasca, em um ritual que reflete muita alegria para o povo indígena.

O representante da Askarj aproveita a oportunidade para desmentir uma denúncia que teria sido feita por um vereador de Jordão. O parlamentar teria alegado que os índios kaxinawas da região estariam trocando o cultivo de banana, mandioca, amendoim e outros produtos agrícolas por enormes plantações de maconha.

"Por isso estamos convidando representantes da Polícia Federal, Ministério Público Federal e de diversas outras instituições para participarem de nossas celebrações e comprovarem que não existe nada disso. O que cultivamos são produtos para nossa alimentação e de nossa cultura", salienta Banê Huni Kui.

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