Jornal do Brasil-Rio de Janeiro-RJ
25 de Jul de 2002
Em cerimônia em Anápolis, presidente refutou acusações
Apesar de ter sido inaugurado ontem pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) só estará totalmente concluído quando um novo governante estiver no Palácio do Planalto. Pela estimativa dos envolvidos na maior obra pública brasileira - R$ 4 bilhões, em valores de hoje - a instalação completa deve acontecer em mais um ano. Ontem, o Jornal do Brasil adiantou que somente 30% do projeto estaria pronto para a inauguração.
A Comissão para Coordenação do Sivam confirmou que, dos 25 radares previstos para o controle de tráfego aéreo e vigilância, apenas onze estão prontos. E dos dez radares meteorológicos, só um foi instalado.
A previsão inicial, feita em julho de 1997, era de que tudo estivesse implantado em 5 anos - ou seja, este mês. ''Até meados do ano que vem estaremos com tudo instalado. Mas em um projeto desse porte, atrasar um ano só é um sucesso'', diz Ricardo Vilarinho, o diretor da Fundação Atech, responsável pela integração do Sivam.
FH visitará, hoje, o Complexo Central do Sivam, em Manaus, que entrou em operação há dois meses. Apesar de ainda estar em fase de testes, o centro já é responsável pelo controle do espaço aéreo na região.
Ontem, ao participar da entrega de três aviões da Embraer que vão atuar no sistema, o presidente criticou os críticos do Sivam e defendeu o brigadeiro Marcos Antônio de Oliveira, chefe do Estado Maior da Aeronáutica acusado de ter passado informações sigilosas para favorecer a Raytheon, vencedora da concorrência do projeto: ''Vi de perto, nos momentos de grande dificuldade, quando se procurava embaralhar a compreensão de um processo limpo, através de intrigas, de infâmias, eu o vi sempre altivo, atento e respondendo com dignidade a todas as informações que não correspondiam à realidade''.
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