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13 de Jun de 2008
O fechamento do prédio da Fundação Nacional do Índio (Funai ) , em Dourados, está comprometendo o atendimento do órgão as comunidades indígenas do Cone Sul, principalmente na entregas das 13 mil cestas básicas. Além disso, estão paralisado o atendimento burocrático como o envio de documento para aposentadoria, certdao de nascimento e até mesmo internações em hospitais dos indígenas que não possuem documento.
Além disso, também foram suspensos os pagamentos de fornecedores ao órgão. A Prefeitura Municipal de Dourados, também paralisou as atividades, por falta de segurança, uma vez que o grupo do índio Renato de Souza estava ameaçando apreender os maquinários e seqüestrar servidores municipais.
O mesmo grupo de índios, ameaçou a administradora Regional da Funai de Dourados, Margarida Nicoletti, em seqüestra-la e leva-la para reserva. Ela ingressou com um pedido de proteção a Polícia federal e comunicou a presidência da Funai. No relatório enviado a Polícia federal, a administradora da Funai informou sobre as invasões, inclusive o fato de Renato de Souza, ter corrido atrás de funcionários e até atirado pedras neles.
Lideranças indígenas Guarani e Caiuá de 38 aldeias e 18 acampamentos já comunicaram a Funai em Brasília que não concordam com as atitudes de Renato de Soura, que na semana passda fechou a rodovia entre Itapora a Dourados e iniciou a cobrança de pedagio participaram neste final de semana.
No Aty Guassu (Grande Reunião), realizada na Aldeia indígena Jaguapiré, no município de Tacuru, em Mato Grosso do sul. Movimento que reuniu quase 300 pessoas para discutir os problemas enfrentados pelas comunidades indígenas do Cone Sul e definir estratégias para a recuperação das terras indígenas, os indígenas elaboraram um documento que foi enviado a Funai.
Os indígenas denunciam ao presidente da FUNAI, as manifestações de alguns indígenas, funcionários da Funai e políticos, que vem causando transtorno na Administração Executiva Regional da Funai do Cone Sul, como a retirada da administradora Margarida Nicoletti, para tentar impedir o andamento dos trabalhos, inclusive sobre as demarcações e a vinda dos grupos de trabalho e o cumprimento do termo de Ajuntamento de Conduta - TAC, assinado entre a Funai e Ministério Publico federal.
De acordo com o documento assinado pelas lideranças, o grupo de indígenas que invadiu o prédio da Funai na semana passada, liderados por Renato de Souza, não representam à maioria do povo Caiuá e Guarani. E ressaltam ainda que não aceitam intervenção alheias de outra etnia para administrar a Funai, que não seja Caiuá-Guarani.
Os lideres indígenas pedem ainda a permanência no cargo da administradora Margarida Nicoletti, para que ela possa dar continuidade aos trabalhos que estão sendo realizados pela Administração Executiva Regional do Cone Sul. E querem mais empenho da Funai para acelerar os início dos trabalhos do TAC que já estão atrasados desde 31 de marco e forneça a estrutura necessária para que não sejam paralisados ou prejudicados.
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