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26 de Mar de 2026
Famílias indígenas Mbyá Guarani já começaram a viver em novas casas construídas em São Francisco do Sul, no Litoral Norte. A entrega faz parte das ações socioambientais do TESC (Terminal Portuário de Santa Catarina) e representa a concretização de uma demanda histórica nas comunidades.
Quatro moradias já ficaram prontas e foram distribuídas entre duas aldeias: três unidades na Yvy'ã Yvate, no Morro Alto, bairro Laranjeiras, e uma na Yvy-Ju, no bairro Reta. A definição dos beneficiados ficou sob responsabilidade das lideranças indígenas, respeitando a organização interna de cada local.
A ação faz parte de um projeto mais amplo, que contempla a construção de 14 casas ao todo, dez na aldeia Yvy'ã Yvate e quatro na Yvy-Ju. As estruturas possuem cerca de 51 metros quadrados e seguem padrões aprovados pela Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas).
As obras tiveram início em 2024, com previsão de conclusão em etapas ao longo de até seis meses por ciclo de entrega. A iniciativa integra o Plano Básico Ambiental do Componente Indígena do terminal portuário, que tem execução prevista até janeiro de 2027.
Casas para famílias indígena são contrapartida para licenciamento ambiental
O Terminal Portuário de Santa Catarina é pioneiro em São Francisco do Sul na implementação de ações socioambientais voltadas diretamente às comunidades indígenas locais.
O projeto das casas para famílias indígenas foi desenvolvido em conjunto com as lideranças, mas as ações contemplam ainda áreas como saúde, educação, cultura e proteção territorial, dentro dos processos exigidos para o licenciamento ambiental de grandes empreendimentos.
As iniciativas vão além da construção de casas e incluem uma série de melhorias estruturais e sociais. Entre elas estão a implantação de escolas, espaços de leitura, salas de reunião e casas de reza.
Também há incentivo à produção agrícola, criação de aves e capacitação em meliponicultura, técnica de criação de abelhas sem ferrão. Um time multidisciplinar, com profissionais de biologia, antropologia e engenharia, acompanha a execução das ações.
Atualmente, 31 indígenas participam de programas de capacitação, sendo 12 na aldeia da Reta e 19 no Morro Alto, ampliando oportunidades dentro das próprias comunidades.
Com cerca de 80 moradores na aldeia Yvy-Ju e 160 na Yvy'ã Yvate, os investimentos têm reflexo direto no cotidiano das famílias. Além da infraestrutura, os projetos fortalecem a autonomia e valorizam a cultura local.
O conjunto de ações está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável do terminal portuário, com destaque para a promoção da igualdade étnico-racial.
O TESC completa, em 2026, três décadas de atuação no complexo portuário de São Francisco do Sul. Especializado na movimentação de cargas como produtos siderúrgicos, granéis sólidos e carga geral, o terminal atende mercados nacionais e internacionais.
A empresa também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade 2025, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos durante a COP-30, o mais alto nível de reconhecimento para práticas consolidadas de ESG no setor de transportes.
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