A Crítica - http://acritica.uol.com.br/
Autor: Jéssica Vasconcelos
07 de Ago de 2014
O rio Negro baixou seis centímetros nesta quarta-feira (6) e atingiu a cota de 29,83 metros. Para os moradores dos 16 bairros afetados pela enchente deste ano, esse é o momento de voltar para casa, contabilizar os prejuízos e tentar voltar à rotina.
Em meio ao lixo que ainda toma conta das áreas que antes estavam alagadas, os moradores tentam limpar as casas, reconstruir a estrutura afetada para, então, retornar à vida que tinham antes. A diarista Keila Maria de Souza, 35, que durante seis meses precisou morar em um quarto alugado com cinco filhos, ontem limpava a casa no beco da Bomba, bairro Educandos, Zona Sul , com a expectativa de que até sábado tudo esteja organizado.
Segundo Keila, como a casa dela foi uma das primeiras a serem atingidas pela água, foi necessário sair muito antes do previsto, pois o risco de bichos entrarem na casa era grande. "Não podia ficar com cinco crianças correndo o risco de cobra e outros bichos entrarem em casa", disse Keila.
Depois de lavar toda a casa, a diarista pretende reforçar a estrutura e as paredes para que todos possam voltar em segurança. "Só fico triste por ter que investir em algo que, na próxima enchente, vai acabar novamente", acrescentou a diarista.
De acordo com Keila, para reforçar a estrutura da casa é necessário gastar cerca de R$ 300, o que para ela é bastante dinheiro, pois é algo que todos os anos se repete. Para a diarista, a única alternativa é esperar que o Programa Social e Ambiental dos igarapés de Manaus (Prosamim) atenda as pessoas do beco, que todos os anos sofrem com a enchente.
Outra família que também começou a fazer a limpeza para voltar para casa foi a da dona de casa Adriene Lima, 19, que junto com o marido e as irmãs decidiram voltar para casa depois de três meses morando em um local alugado.
Adriene lembra que, mesmo com a ajuda do aluguel social pago pela prefeitura, a situação durante os meses que precisou ficar longe de casa foi bastante complicada, pois o espaço que eles conseguiram pagar era pequeno para quatro pessoas.
Verão deste ano pode ser mais quente
O calor dos últimos dias tem alertado a população para o início do verão. Segundo o chefe da Divisão de Meteorologia do Sistema de Protecao da Amazônia (Sipam), Ricardo Luiz Godinho Dallarosa, o verão amazônico iniciou em julho e vai até setembro. Ainda segundo o órgão, nos próximos três dias o tempo deve permanecer parcialmente nublado, com pancadas de chuvas isoladas.
O pesquisador acrescenta, ainda, que este ano o verão pode ser mais quente que no ano passado. O motivo disso é que estamos sob efeito do fenômeno El Niño, que provoca redução na formação de nuvens e, por consequência, redução nas chuvas e aumento da radiação solar à superfície, com reflexos na elevação das temperaturas.
De acordo com Dallarosa, o El Niño ainda está no seu início e dá mostras de enfraquecimento. "Assim sendo, a elevação das temperaturas acima da sua média deve ocorrer pelo menos neste início de estação", explicou.
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