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Famílias da tribo indígena Kariri-xocó cobram casas de programa federal

G1 - http://www.g1.globo.com
14 de abr de 2014

Cerca de 500 famílias que vivem na comunidade indígena Kariri-xocó, em Porto Real do Colégio, município da região do Baixo São Francisco alagoano, cobram a construção de 250 casas do programa federal "Minha Casa Minha Vida" que estão com a obras paralisadas há mais de seis meses.

Enquanto isso, as famílias denunciam que a maioria das casas da comunidade está em situação precária. Muitas das residências que servem de moradias para os índios são cobertas com taipa. As novas residências começaram a ser construídas em setembro do ano passado, mas em outubro, um mês depois, a obra parou e nunca mais foi retomada. Há seis meses todo o material de construção utilizado na obra está se estragando ao relento. Revoltados, os índios inscritos no programa querem explicações.

"Falaram que quando fossemos fazer o pagamento já estaríamos morando nas casas. Mas até agora nada. Essas casas são um sonho para todo mundo", diz a indígena Idiane Cruz da Silva. Os índios contam que na solenidade de lançamento das casas, ocorrida em maio de 2013, várias autoridades compareceram à aldeia, dentre as quais, um representante da Caixa Econômica Federal (CEF), o prefeito de Porto Real do Colégio e representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Na época, a previsão era que as primeiras 50 casas fossem entregues no dia 19 de abril deste ano, mas nenhuma sequer ficou pronta.

As casas deveriam ser pagas em quatro parcelas anuais de R$ 285. A primeira parcela vence no dia 19 de abril, Dia do Índio. O índio Olavo Fernando da Cruz trabalha como vigia da obra e reclama que deixou de receber o salário desde quando os trabalhos foram paralisados, há seis meses. "Sempre dizem que vão pagar e até hoje nada. Sou um pai de família com quatro filhos e estou passando necessidade" relata Olavo Cruz.

Justificativa
Procurados pela reportagem, representantes da Coopramix, cooperativa responsável pela execução da obra, disseram que a paralisação ocorreu por conta de atraso no repasse de recursos. No entanto, as obras das primeiras 50 casas serão retomadas na próxima terça-feira (22). Já a segunda etapa da obra, envolvendo as demais residências, dependerá de uma análise do solo, estudo que começará a ser feito nesta semana. O prefeito do município não se pronunciou sobre o problema porque estava viajando.

http://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2014/04/familias-da-tribo-indige…

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