VOLTAR

Falta de saneamento e alcoolismo estão matando nas aldeias

Dourados News-Dourados -MS
Autor: Eduardo Palimita
08 de Mar de 2005

Dois fatores contribuem para o aumento da mortalidade nas reservas indígenas do Estado afirmou médico

Em entrevista ao Dourados News, o médico Franklin Amorim Sayão, responsável pelo hospital da Missão Caiuás de Dourados, disse que dois fatores contribuem para o aumento da mortalidade nas reservas indígenas do Estado. O primeiro seria a incidência de alcoolismo e o segundo a falta de saneamento básico, principalmente água tratada.

Segundo o doutor Franklin, o consumo de álcool entre as comunidades indígenas é muito grande em o todo o País, mas deve ser tratado com muito critério principalmente nas dependências mais graves. Os adultos quando estão bebendo não comem e não alimentam as crianças que acabam sofrendo as conseqüências. Ele disse ainda que a distribuição das cestas básicas sem critério faz com que o chefe de família venda os produtos abaixo do preço de mercado para comprar cachaça. "Um pacote de arroz é vendido a R$ 2,00, para depois ser recomprado com valor que vai de cinco a sete reais" afirmou o médico.

Quanto a questão de saneamento básico, o médico afirma que os índios hoje vivem em confinamento, uma aldeia com 10 mil habitantes deveria ter uma atenção especial das autoridades competentes. Se houvesse água corrente a mortalidade infantil cairia em até 60%, segundo ele. "Quando havia muita terra para os índios, eles mudavam constantemente de local, hoje eles fazem suas necessidades no mato e quando chove os dejetos são jogados nos poços e minas, sendo ingerido pela comunidade. Há um projeto da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) de levar água, é muito importante mas não alcança todas as famílias", afirmou doutor Franklin

As notícias aqui publicadas são pesquisadas diariamente em diferentes fontes e transcritas tal qual apresentadas em seu canal de origem. O Instituto Socioambiental não se responsabiliza pelas opiniões ou erros publicados nestes textos. Caso você encontre alguma inconsistência nas notícias, por favor, entre em contato diretamente com a fonte.