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18 de Nov de 2010
O Seringal Cachoeira, em Xapuri (AC), foi o ponto de encontro de extrativistas que participaram da segunda edição do dia de campo "Boas práticas extrativistas para a castanha-do-brasil", realizado no sábado (13 de novembro) pela Embrapa Acre, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O objetivo foi divulgar resultados de pesquisas, técnicas adequadas de manejo e novidades tecnológicas para o fortalecimento da cadeia produtiva deste alimento.
Cerca de 100 participantes, entre extrativistas e extensionistas de Rio Branco, Xapuri, Capixaba, Bolívia e Peru puderam se aprimorar em temas como os aspectos ecológicos da castanheira, as recomendações para a coleta adequada na floresta, o manejo seguro no armazém, cooperativismo e mercado, com foco na certificação da castanha do Acre e a produção de mudas de castanheira. O evento contou com a parceria da Secretaria de Extensão Agroflorestal e Produção Familar (Seaprof), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Cooperativa Central de Comercialização Extrativista do Acre (Cooperacre) e Prefeitura de Xapuri.
Fortalecimento da cadeia produtiva - Uma das principais fontes de renda para os extrativistas do Acre, a castanha-do-brasil conquistou o mercado brasileiro. A principal exigência é por um produto de qualidade, livre dos fungos causadores da aflatoxina, substância cancerígena que contamina a castanha ainda na floresta, em decorrência de práticas inadequadas de manejo. Para melhorar a qualidade deste produto e ampliar a competitividade no mercado, a Embrapa Acre, em conjunto com instituições ligadas à cadeia produtiva extrativista, desenvolveu um sistema de manejo florestal com a padronização de procedimentos.
Esse sistema, já adotado em diversas comunidades extrativistas, tem fortalecido a cadeia produtiva da castanha. Uma lata com dez quilos de castanha in natura era comercializada a dois reais no final da década de 80. Hoje, o preço pode chegar a 15 reais. Para Manoel José da Silva, presidente da Coperacre, o trabalho em conjunto entre as diferentes instituições e as pesquisas da Embrapa foram fundamentais para obter o nível de qualidade atual. "Podemos perceber os resultados no manejo na floresta, nos armazéns que a Embrapa recomendou e o Governo do Estado financiou e também na possibilidade de agregar valor à castanha, como a farinha do produto", afirma. A Cooperacre integra três cooperativas, 20 associações e possui três indústrias de beneficiamento.
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