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Exportacao triplica e ilegalidade tem queda

FSP, Ciencia, p.A11
28 de mar de 2005

Exportação triplica e ilegalidade tem queda
DA REDAÇÃO
O mercado externo, mais lucrativo e ambientalmente mais exigente, está forçando o setor madeireiro amazônico a assumir um novo perfil. Evidência disso é um aumento dramático nas exportações de madeira registrado pelo estudo do Imazon, acompanhado de uma queda no mercado interno, o que provavelmente fez cair também a extração ilegal.
Em 1998, as exportações de produtos madeireiros na Amazônia somaram US$ 381 milhões. Em 2004, elas chegaram a US$ 943 milhões, quase o triplo. A receita total da indústria, segundo Veríssimo, deve chegar a US$ 3 bilhões ao ano -o número final deve ser apresentado em abril.
O mercado interno sofreu uma queda no período. Em 1998, o Brasil era destino de 86% da madeira extraída na Amazônia. Em 2004, respondia por 64% dela.
Isso provavelmente indica uma queda também no volume total de madeira ilegal. O estudo anterior indicava que cerca de 50% da madeira amazônica vinha de extração irregular, a maior parte dela destinada ao mercado interno.
A reboque do mercado externo também veio a certificação florestal. Hoje, as empresas que fazem manejo florestal dentro da lei procuram o selo do FSC (Conselho de Manejo Florestal), que dá ao comprador a garantia de que a matéria-prima foi extraída com o menor dano possível à floresta.
"A área certificada aumentou muito. Hoje ela é de 1,3 milhão de hectares em floresta nativa, contra 80 mil em 98", diz Veríssimo.
Metodologia
Para realizar o estudo, Veríssimo e seus colegas passaram um ano em campo, entrevistando 680 madeireiras (27% do total de empresas) em 120 municípios.
O grupo do Imazon aplica questionários aos madeireiros que são calibrados com critérios técnicos. "Se o sujeito tem duas serras de fita na empresa, ele não pode mentir sobre a produção", diz o pesquisador. "Nunca fomos questionados", orgulha-se. "Duvido que você consiga fazer um levantamento de campo nessa escala na Amazônia sem nenhum incidente, sem nenhuma ameaça." (CA)

FSP, 28/03/2005, p. A11

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