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Exploração ilegal de madeira aumenta 53% em Mato Grosso

Folha do Estado - http://www.folhadoestado.com.br
Autor: Simone Ishizuka
12 de Mar de 2014

A exploração ilegal de madeiras cresceu 63% em Mato Grosso e correspondeu a 106,7 mil hectares da área explorada entre 2011 e 2012. O volume extração feita sem autorização da Sema (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) representou 54% ações identificadas pelo Imazon (Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia). Os dados compõem a pesquisa "Transparência Manejo Florestal de Mato Grosso" divulgada semana passada pelo instituto, e segundo o engenheiro florestal, Denis Conardo, que participou do estudo, o cenário se repete desde 2008 e continua o mesmo até hoje.

"Desde o começo da nossa pesquisa, os casos de exploração ilegal de maneira são superiores às feitas com liberação de plano de manejo. E não é somente isso. Mesmo aqueles que recebem autorização fazem exploração predatória, em áreas que não estão liberados e/ou de forma que destrói a recomposição natural do local", disse.

O resultado foi alcançado com o cruzamento de informações de três sistemas de monitoramento. E conforme dados do Simlam (Sistema Integrado de Licenciamento e Monitoramento Ambiental), aproximadamente 197,4 mil hectares de florestas foram explorados entre agosto de 2011 e julho de 2012. Desse total, 106.663 hectares (54%) não foram autorizados pela Sema. E dos 91.085 hectares (46%) autorizados, ocorreram em áreas privadas, devolutas ou sob disputa; outros 3,4% em Áreas Protegidas; e 0,2% em assentamentos de reforma agrária. Se comparados os números com o período anterior (agosto de 2010 a julho de 2011), houve um aumento de 23% (17.132 hectares) na exploração autorizada e de 63% (41.209 hectares) na exploração ilegal. O segundo tipo de exploração atingiu 28,5 km² em terras indígenas. Os atos se concentraram em Marcelândia, União do Sul, Aripuanã, Nova Maringá e Itanhangá, cidades que sempre aparecem dentre as dez mais exploradoras, segundo o Imazon.

Resposta - A Sema disse que as liberações de planos de manejo são feitas com base em decreto estadual e que todo processo é acompanhado por equipes de vistoria. Afirmou ainda que as áreas de reservas indígenas em Mato Grosso ficam sob a coordenadoria de órgãos federais e assentamentos da reforma agrária são competência do Incra. Em nota, assessoria de imprensa informa que a Sema passa por uma reestruturação visando dar mais eficiência as suas ações entre elas o combate aos crimes ambientais. "De um a dois terços das explorações apontadas pelo Imazon são de responsabilidade do Incra e do Ibama. E também é preciso considerar que parte desses manejos foram em áreas de reforma agrária, que precisam ser descontados na avaliação", disse o superintendente de Atendimento ao Consumidor da Sema, Gideon Rosa.

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