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A experiência de uma organização ligada à agricultura familiar com o Fundo Amazônia

ISA - www.socioambiental.org
Autor: Oswaldo Braga de Souza
20 de Out de 2010

A segunda entrevista do De Olho no Fundo Amazônia, rede social apoiada pelo ISA, com organizações com propostas já aprovadas pelo Fundo Amazônia mostra como o projeto "Sementes do Portal" , do Instituto Ouro Verde (IOV), fez um caminho inverso ao que normalmente é feito na relação com um financiador. O diretor executivo do IOV, Alexandre Olival, conta que a organização resolveu ir até a sede do BNDES, gestor do fundo, para mostar seu trabalho e saber se ele seria adequado aos seus objetivos. O projeto do IOV pretende recuperar 1,2 mil hectares de áreas degradadas e promover o resgate da agricultura familiar em seis municípios do norte do Mato Grosso. É um exemplo interessante porque receberá no total R$ 5,4 milhões, o menor valor entre as propostas aprovadas pelo Fundo Amazônia até agora e montante bem abaixo daqueles usualmente transacionados pelo BNDES

De Olho no Fundo Amazônia - Como surgiu a ideia de apresentar um projeto ao Fundo Amazônia?

Alexandre Olival - O projeto "Sementes do Portal" não foi feito para o Fundo Amazônia. O IOV trabalha no norte do Mato Grosso e funciona como uma instituição de articulação e apoio para vários movimentos sociais ligados à agricultura familiar. Sempre realizamos no final do ano reuniões de planejamento e discussão de possibilidades de trabalhos articulados entre esses movimentos, tentando pegar pautas comuns entre esses grupos. O projeto nasceu desses planejamentos.

De Olho no Fundo Amazônia - Quanto tempo levou para o projeto ser aprovado e contratado?

Alexandre - Encaminhamos o projeto em setembro. Em dezembro saiu o resultado. Levaram três meses para aprovar o projeto. O contrato saiu em março e o primeiro desembolso em maio. Estamos indo para o segundo desembolso.

De Olho no Fundo Amazônia - Como foi a experiência da negociação com o BNDES?

Alexandre - Em julho ou agosto do ano passado, fizemos uma reunião para apresentar o nosso trabalho ao BNDES e para perguntar: "isso que a gente faz tem cabimento? Não vamos mudar a nossa prática para atender o edital de vocês. Queremos saber se o que fazemos, se encaixa nesse edital." Não tínhamos visto o formulário do fundo. Fomos mostrar qual era a nossa intenção. Eles nos disseram que se montássemos um projeto com o que havíamos apresentado, teria a ver com o Fundo Amazônia. Esse foi o resultado final da reunião.

Estávamos acostumados a mandar projetos para os ministérios do Meio Ambiente (MMA) e de Desenvolvimento Agrário (MDA). Acho os projetos do MDA muito mais complicados do que os do Fundo Amazônia. Foi um projeto grande, com formulário extenso, bem detalhado. Tivemos de descrever muitas coisas. Solicitaram explicações adicionais. Mas não senti nenhum tipo de dificuldade extrema para fazer isso. Muito pelo contrário. No ministério, tenho de detalhar até quantas canetas eu vou comprar. A forma como é colocado no Fundo Amazônia é muito mais simples. Por um lado, isso é bom. Por outro, vai exigir deles um controle muito grande para não haver nenhum problema. Tivemos de fazer algumas adequações.

Para conferir a entrevista na íntegra acesse: http://deolhonofundoamazonia.ning.com/profiles/blogs/a-experiencia-de-u…

http://www.socioambiental.org/nsa/detalhe?id=3190

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