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Exército amplia operação no Pará e ocupa mais três cidades

OESP, Nacional, p. A12
02 de Mar de 2005

Exército amplia operação no Pará e ocupa mais três cidades
Cerca de 200 homens foram deslocados para combater posseiros, desmatamento e crimes ambientais

Carlos Mendes Especial para o Estado Belém

Cerca de 200 homens do Exército ocupam desde ontem mais três cidades do sudeste do Pará - Rondon do Pará, Bom Jesus do Tocantins e Abel Figueiredo, próximas da fronteira com o Maranhão. A operação conta com o apoio de helicópteros e soldados do 2.o Batalhão de Aviação do Exército de Taubaté (SP), deslocados para a região para reforçar as tropas que estão no Estado atuando no combate aos conflitos pela posse da terra, desmatamento, crimes ambientais, pistolagem e assaltos em rodovias.
Além de verificar o trabalho da tropa, o comandante do 50.o Batalhão de Infantaria e Selva de Imperatriz (MA), coronel Antonio Pedreira, faz contatos com autoridades municipais explicando os motivos da operação. "É uma determinação do presidente da República que as Forças Armadas apóiem os órgãos federais nas fiscalizações na região, ajudando tanto o Incra e o Ibama, quanto os órgãos de segurança pública estaduais", disse Pedreira.
Em Rondon, a presidente do Sindicato de Trabalhadores Rurais, Maria Joel Dias da Costa, ameaçada de morte por fazendeiros, está sob proteção militar. O parque de exposições da cidade virou uma base de apoio do Exército.
Em Abel Figueiredo, um município onde as florestas praticamente foram todas derrubadas por intensa atividade madeireira, a maioria delas ilegal, as tropas estão vistoriando algumas fazendas onde ocorrem conflitos pela posse da terra. O prédio da delegacia de polícia, que há meses estava desativado, está servindo como alojamento dos soldados.
Em Bom Jesus do Tocantins, um dos menores municípios paraenses, o Exército passou a ajudar a Polícia Militar na fiscalização de veículos em trânsito pela rodovia BR-222, que liga a estrada Belém-Brasília a Marabá, onde os assaltos são freqüentes.

OESP, 02/03/2005, Nacional, p. A12

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