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06 de Ago de 2004
Após meses de anúncio, foi finalmente assinado hoje (6) o convênio que torna operacional a intenção de o governo Lula usar as Forças Armadas na ajuda na defesa do meio ambiente na Amazônia. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o comandante do Exército, general Francisco Roberto de Albuquerque, participaram do ato de assinatura de convênio entre o Ibama e o Comando de Operações Terrestres para o desenvolvimento de ações integradas do Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento na Amazônia, que envolve 13 ministérios sob a coordenação da Casa Civil da Presidência da República. "A presença do Exército já cria uma situação de segurança para nossas equipes e sinaliza aos contraventores que não deverá haver nenhuma abordagem agressiva a nossas equipes", afirmou a ministra. O Exército irá participar das operações fornecendo apoio logístico em transporte (aéreo, terrestre e fluvial), montagem de acampamentos, alimentação, primeiros socorros e comunicações, segundo a assessoria de imprensa da ministra Marina Silva. O comandante do Exército disse que a idéia é que o trabalho com o Ibama seja progressivo, com aumento de contingente sempre que for necessário. Ele destacou que a presença do Exército nas ações não significa de maneira alguma que haverá uso da força. "Nós temos condições de impor nossas necessidades sem chegarmos a situações drásticas, sem ocorrer conflitos. Nossa presença já é um motivo de segurança e de respeito às equipes do Ibama", afirmou o general Albuquerque. A ministra do Meio Ambiente destacou que o Plano de Prevenção e Controle ao Desmatamento na Amazônia tem como objetivo permitir o desenvolvimento sustentável da região, incentivando atividades que aliem a preservação ambiental e a geração de emprego e renda para as comunidades. Segundo a ministra, as atividades na Amazônia devem ser pensadas para que a região não seja descaracterizada com a perda de sua cobertura florestal e, por conseqüência, da biodiversidade. "Nosso esforço conjunto é para ver a Amazônia protegida e se desenvolvendo. Desmatamento, grilagem e queimadas descaracterizam a Amazônia", afirmou Marina Silva. O Ibama já conta com sete bases dedicadas à fiscalização funcionando na Amazônia. As bases contam com computadores, equipamentos de GPS, veículos, barracas de campanha e geradores. Além da equipe de geoprocessamento, responsável por receber imagens de satélite identificando locais onde ocorrem desmatamento ilegal, as bases contam com a presença de policiais federais, policiais militares, e soldados do Exército. (Veja também www.defesa.gov.br, www.mma.gov.br, www.cpt.org.br, www.cimi.org.br, www.amazoniua.org.br, www.fboms.org.br, www.greenpeace.org.br, www.exercito,mil.br).
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