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24 de Ago de 2018
A criança de cinco meses da etnia indígena venezuelana Warao que morreu em Belém com suspeitas de sarampo na madrugada desta sexta-feira (24) não foi diagnosticado com a doença, de acordo com exame divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma). As causas da morte, no entanto, continuam sendo investigadas.
De acordo com a Sesma, o bebê apresentou sintomas de febre, conjuntivite, manchas pelo corpo e pneumonia e deu entrada no último dia 17 de agosto no Pronto Socorro Municipal Mário Pinotti, na tv. 14 de Março, em Belém. Ao ser encaminhada à unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Terra Firme, houve suspeita de sarampo e realização da coleta de material para exames.
O resultado, segundo a Sesma, foi liberado pelo Laboratório Central (Lacen) na quarta-feira (22) com resultado de sorologia negativo para sarampo e pesquisa de vírus influenza A e B negativa também. Mesmo após o resultado, a criança continuou com piora clínica do quadro e morreu.
De acordo com amigo da família, a criança chegou bem ao Brasil há três semanas, mas na última semana começou a apresentar febre e tosse e que os médicos suspeitaram de sarampo. "Assim que disseram os médicos", disse o venezuelano José Celeño.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informou que ainda não foi confirmada a morte da criança venezuelana por sarampo e que aguarda o resultados dos exames feitos no bebê para definir a causa da morte. A nota também disse que casos suspeitos de sarampo em investigação são todos importados e em venezuelanos indígenas da etnia Warao.
A Sesma disse ainda que foram notificados 18 casos suspeitos de sarampo em 2018 em Belém e dez estão em investigação. Dos casos, três tiveram sorologia positiva para sarampo, mas aguardam confirmação pelo exame de biologia molecular que é realizado em laboratório no Rio de Janeiro. O diagnóstico final do sarampo é feito por meio de exames, conforme protocolo do Ministério da Saúde.
Já a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa) informou que todos os indígenas Warao que já estavam em Belém foram vacinados, receberam consultas, tratamentos e internações, além de terem recebido permanentemente visitas do consultório de rua da Sesma. E de acordo com o protocolo do Sistema Único de Saúde (SUS), a Sespa aguarda agora um parecer documentado da equipe do departamento de vigilância em saúde sobre o atendimento prestado no PSM da 14 de Março aos indígenas Warao.
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